Alteração do móbile e introdução das rocas

Alcançadas as 12 semanas do Vicente, chegou também a altura de fazer mais uma alteração no móbile. A descoberta das mãos leva a que o mesmo se constitua de elementos que proporcionam a experiência o mais rica possível: elementos de cores essencialmente primárias, de madeira, que produzem som aquando em movimento e que incluem argolas. Estas argolas visam ajudar a que o bebé perceba que a mão pode agarrar e manipular objectos. Uma delas, é pendurada com fio elástico, que fará com que, a determinada altura, ele consiga levá-la à boca, aumentando a qualidade da experiência sensorial.

IMG_4966.JPG

 

Simultaneamente com a introdução do móbile, as rocas aparecem agora com especial destaque. Na verdade, em breve, irão mesmo substituí-lo, constituindo então a principal ferramenta sensorial de exploração do mundo.

O bebé descobre que aquela sensação física nas suas mãos está relacionada com as formas e movimentos que ele está a ver. Gradualmente, vai desenvolvendo uma coordenação entre a visão, o toque e o som. Vai sentido e vendo que os diferentes movimentos com a roca se refletem em sons variados: alto e baixo, agradável e incomodativo. Experimenta também as diferenças na temperatura e textura: a madeira e o metal, por exemplo, são lisos e suaves e o metal é mais frio do que a madeira. Descobre, além disso, a relação entre peso e dimensão: materiais do mesmo tamanho, mas feitos de materiais diferentes, podem variar no peso. E por aí em diante…

A determinada altura, o bebé atinge então um ponto em que já descobriu as diferentes capacidades das suas mãos e não só já ganhou a habilidade para obter informação através delas, como aprendeu a usá-las para manipular o ambiente que o rodeia. Está, agora, preparado, para explorar objectos pela casa fora 🙂

No caso do Vicente, as primeiras rocas (de madeira) foram apresentadas aos 2 meses. Ficava muito atento quando eu ou o D as agitávamos e, com ajuda, conseguiu até, numa ou outra vez, segurá-las (porém, sem qualquer intenção).

Agora, quase com 3 meses, já manifesta vontade de as agarrar e capacidade para o fazer por si só, movendo-as bruscamente (como se espera de um bebé desta idade) e batendo com elas na cara, ficando sempre surpreendido com os sons obtidos e com o impacto que, por vezes, chega a magoar!

Está a ser delicioso assistir a esta evolução tão grande, num espaço de tempo tão curto! O Vi está a crescer a cada dia e uma coisa que quero muito enquanto mãe, é nunca me arrepender por ter deixado escapar uma etapa importante sem lhe ter dado o devido valor. E todas as etapas o são! E eu e o D estamos aqui, a desfrutar e a viver em conjunto cada uma delas 🙂

 

Até já!

Joana

 

 

 

Princípios do educador montessoriano #3

3. Concentre-se em fortalecer e ajudar o desenvolvimento daquilo que é bom na criança, para que a sua presença deixe cada vez menos espaço para o que é mau.

Qual a criança que gosta de ser constantemente punida?

Este princípio deve fazer-nos reflectir acerca das reacções negativas que temos para com os nossos filhos, quando estes não têm a conduta ou a forma de agir esperada em determinada situação.

Deveremos dirigir-nos a eles, focando-nos no seu comportamento negativo?

Talvez, dessa forma, estejamos a fazer com que os mesmos se sintam constantemente desadequados e a sua auto-estima seja afetada. E o que podemos esperar desta criança é que, ela mesma, se torne num adulto orientado para o que há de negativo consigo próprio e com os demais, mantendo o padrão a que foi, desde cedo, habituada.

Educar de forma positiva (educar “para a paz”, lembram-se?) pressupõe, por sua vez, que exista um adulto a agir de forma coerente e de acordo com aquilo que espera do seu filho. Não podemos exigir que o mesmo aja corretamente, quando também não o fazemos. Parte da aprendizagem faz-se por observação e pelo exemplo. Dessa forma, antes do impulso de criticar, deveremos parar uns breves segundos para uma introspeção – teremos alguma responsabilidade por aquele comportamento menos adequado? Se sim, o que poderemos fazer de diferente para o evitar numa próxima vez?

Esta conduta positiva, tal como o nome sugere, reflecte-se, igualmente, no foco pelos aspectos positivos das acções e comportamentos da criança, que se sentirá segura e confiante para continuar na mesma direção. Não são necessários castigos nem recompensas. Basta que lhe seja explicada e, principalmente, mostrada através de modelos que agem em conformidade, a forma mais correta de agir.

Não nos esqueçamos: as crianças não trazem qualquer maldade ou comportamentos destrutivos na sua bagagem. Estas estão, somente, num processo de aprendizagem daquilo que deve ou não ser feito, que deve ou não ser dito, … e, pensemos, quantas vezes aquilo que vemos nelas de negativo não é criação da nossa própria mente, com todos os preconceitos e desconfianças armazenados ao longo da vida?

 

Até breve!

Joana

O segundo mês

Deixei de ter um recém-nascido!

Pois é, o bebé pequenino, com vontades e necessidades ainda pouco expressas, cresceu! Não me refiro ao tamanho propriamente dito, porque continua pequeno (embora a escalar veementemente alguns percentis 😀 ), mas a uma série de evoluções que o tornam, agora, num ser fascinante, com acções intencionais e uma graça enorme em tudo o que faz 🙂

O primeiro sorriso “de verdade” deu-se no início deste segundo mês e marcou toda uma nova forma de relação entre nós, pais, e o Vicente. As idas ao trocador passaram a ser uma diversão e uma oportunidade de comunicação muito mais eficaz! Aqueles desconfortos com o pós-banho e mesmo com o acto de despir para trocar a fralda deixaram de existir, pelo simples facto de o Vi já conseguir entender e moldar o seu comportamento perante diálogos apaziguadores e serenos da nossa parte (com mil sorrisos pelo meio, sempre!).

 

E o olhar? Que diferença no olhar! Passou a seguir-nos para todo o lado, a seguir a Camila (nossa cadela), bem como tudo aquilo que lhe chamava a atenção. E começou a procurar o nosso próprio olhar, terminando ou num franzir de testa (aquela expressão de pensamento profundo de que vos falei num post anterior) ou numa risada 🙂

Outro marco muito importante, e do qual vos quero falar depois com muito mais pormenor, foi a passagem para o próprio quarto durante a noite. Fizemo-la no dia 6 de Junho, altura em que o Vi fazia cerca de um mês e meio. Gostaríamos que tivesse acontecido logo no final no primeiro mês, mas confesso que alguns receios prevaleceram. Precisámos de mais uns dias para “garantir” (nunca é garantido, na verdade…), que as grandes regurgitações não aconteciam com tanta frequência durante a noite.

Foi também nesta altura que os intervalos entre refeições passaram de 3h-3h para 4h-4h ou mesmo 5h-5h. Mantivemos o esquema da noite: até às 06h00, o D assegurava as mesmas e, a partir daí, entrava eu. Foi um mês bastante cansativo, muito porque o D começou a trabalhar. Por um lado, estas noites com uma grande privação de sono desgastavam-no enormemente, por outro, os dias quase inteiros passados sozinha com o Vi também me levavam a uma certa exaustão. Mas nada que uma boa equipa, com membros motivados e felizes, não aguente!

 

No que respeita à alimentação propriamente dita, mantivemos o padrão do mês anterior. O bebezão continua quase exclusivamente a beber leite materno. Retiro-o com a bomba, três (por vezes, quatro) vezes por dia, assegurando 5 dos 6 biberões diários. É aborrecido, é verdade, e priva-nos de alguns planos mais ambiciosos de saídas de casa. Ainda assim, é por um bem maior e é isso que me move e me faz continuar com o mesmo afinco. Cada dia com o meu leite, é um dia a mais com todas as vantagens que o mesmo traz consigo. Uma das últimas leituras que fizemos foi a de alguns artigos e estudos OMS, relativamente a esse mesmo tema. Dêem uma espreitadela e ficarão surpreendidos com a quantidade de relações entre aleitamento materno e uma série de aspectos positivos vida fora!

Neste mês, passámos também por 2 móbiles diferentes – o dos octaedros (o Vi delirava com ele!) e o Gobbi. Foi mais desafiante captar a atenção sustentada para este último, tendo acontecido mais perto do final do mês e com alguma “ajudinha” da nossa parte, movendo as bolinhas de lã de uma forma mais “entusiasta” 🙂 Normalmente, o tempo dedicado ao móbile acontecia da parte da manhã, altura em que a disposição e energia do Vi o permitiam durante um período mais alargado. Aproveitávamos também, de seguida, para o colocar de barriga para baixo, exercitando os músculos do pescoço.

 

Outra coisa que introduzimos e tornámos algo rotineira foi a música, em especial a música clássica. No Spotify encontrámos uma playlist maravilhosa – Mozzart for Babies e, desde então, tem sido a banda sonora da nossa “ginástica intestinal” (como gostamos de a chamar) 🙂 bem como de alguns momentos de relaxamento durante o dia.

Quanto aos passeios fora de casa, tornaram-se um pouco mais frequentes e, além do carrinho de bebé, passámos a utilizar um porta-bebés (da ergobaby que, desde já, recomendo!) que se revela uma opção bem mais prática e funcional para pequenas distâncias. No nosso caso, optámos pelo modelo Adapt.

 

 

E o problema de resumir o mês anterior estando já no final da primeira semana do mês seguinte é querer desenfreadamente contar-vos novidades e novas conquistas recentes! Mas vou aguentar-me e guardá-las para posts posteriores 🙂

 

Até já!

Joana

Princípios do educador montessoriano #2

2. Nunca fale mal da criança na sua presença ou ausência

“Ele é manhoso!”

“É mimado demais!”

“Ele é mau, levanta-me a mão!”

“Não sabe fazer nada!”

“Só faz porcaria!”

“Só sabe chorar!”

“Está sempre a chatear-me!”

“O irmão não era nada assim!”

“Pensava eu que vinha outro bebé calminho…!”

“Já só funciona à palmada!”

“Ele já a sabe toda!”

 

Podia estar aqui o dia inteiro a escrever frases típicas e que ouvimos por parte de muitos pais. Há, de facto, desafios difíceis de superar com um bebé/ criança, porém, porque entendemos que devemos descarregar na imagem dela a nossa frustração e cansaço? Pior ainda, na imagem que passamos dela para os demais? Com tantos aspectos positivos que ela certamente terá, porque nos focamos em “contaminar”, ao invés de “contribuir”? (Recordam-se?).

Pois bem, não só tornamos as conversas entre amigos e conhecidos num verdadeiro aborrecimento, como desrespeitamos os nossos filhos que não estão ali para se defenderem ou nos desmentirem. E, ainda que estejam, nunca usufruem de uma posição para tal. Isto porque o pai/ mãe que tem esta conduta, é o mesmo que usualmente assume uma posição de “ser superior”, não estando acostumado a colocar-se ao nível do filho, nem para comunicar, nem para ouvir.

Tal como fiz no post relativo ao 1º princípio, volto a colocar a questão: fazemos isso com outros adultos? Se a resposta for sim, então façamos uma introspeção no sentido de reconhecer e corrigir esse comportamento. Se for não, uma segunda questão emerge: porque havemos de o fazer com as crianças?

No momento em que elas começam a entender o conteúdo das conversas ou dos comentários negativos alheios, podemos certamente esperar comportamentos reactivos da parte das mesmas. Ninguém gosta de se sentir atacado, minimizado, ridicularizado e muito menos envergonhado.

São sentimentos de revolta, aqueles que queremos gerar nos nossos filhos?

São diálogos negativistas e enfadonhos, aqueles que queremos ter com os nossos conhecidos, amigos ou familiares?

 

Concentremo-nos no bem 🙂

 

Até breve!

Joana

Rotina da manhã

A manhã, cá por casa, inicia-se por volta das 06:00h/ 07:00h. Normalmente, o dá o último leitinho da noite, seja às 22:00h, às 02:00h ou às 04:00h (estes dois últimos já não acontecem há alguns dias! 😀 ) e eu dou o primeiro da manhã, desde que não seja antes das 06:00h. É uma forma de garantir que tenho o descanso necessário quer para aguentar, sozinha, um dia quase inteiro com o bebé em casa e com muitas das tarefas inerentes à mesma por executar, quer para conseguir continuar com a ótima produção de leite que tenho tido até agora.

O Vi demora cerca de 15 minutos na sua refeição e depois, por norma, ficamos cerca de 45 minutos com ele no colo/ ombro, em posição vertical, uma vez que é um bebé bastante bolsador e não queremos correr riscos 🙂 Umas vezes adormece, outras não. Quando adormece, aproveito para tratar de mim (banho, pequeno-almoço) e para tirar leite com alguma tranquilidade. Quando não adormece, tento aproveitar enquanto o D ainda está em casa para, pelo menos, tirar leite e tomar banho enquanto ele dá “um olhinho” – desta vez, tudo um pouco à pressa, para não atrasar muito os horários do trabalhador 😉 Isto porque, neste horário, o Vi costuma ter alguns desconfortos típicos da fase em que está e não fica sozinho de forma serena.

IMG_20180617_173151_1.jpg

Cerca de 30 minutos antes do segundo biberão, aproveito que sua a disposição já o permite e treinamos a musculatura do pescoço (coloco-o de barriga para baixo na cama, lado a lado com o espelho para que ele se vá observando) durante uns 10 minutos e os outros 20 minutos são passados com o móbile. Ele adora e ri-se imenso 🙂

IMG_20180615_181512IMG_4021

Por volta das 11:00h/ 12:00h, estando já alimentado, faz geralmente uma sesta maior e bem tranquila  (o período da mesma varia entre 1h e 3h… por vezes 4h – que é o que está a acontecer neste preciso momento!) e eu aproveito para ligar o turbo e tratar de roupas, almoços e jantares, fazer a cama, arranjar-me melhor e, se possível, descansar, fazer as compras da semana (fazemos online com entrega em casa) e dedicar-me ao blog 🙂

Chegamos à terceira refeição do dia e, com ela, iniciamos o período da tarde, sempre mais dinâmico/ agitado, ou mesmo turbulento, quando se começa a aproximar a noite! Falar-vos-ei adiante 🙂

 

Até já!

Joana

Já nos seguem no Instagram?

Picture1

Acompanhem as stories do nosso dia-a-dia e algumas publicações que vou fazendo, seguindo-nos no Instagram: joanasframalho

Um ótimo dia para todos e até ao próximo post, onde conto falar-vos um pouco da nossa rotina da manhã 😉

Joana

Princípios do educador montessoriano #1

A filosofia de Montessori traduz-se numa série de valores, princípios e métodos que, juntos, visam constituir uma “educação para a paz”. Não precisamos de nos aprofundar muito no tema para percebermos o porquê. O Ser Humano completo (o grande objetivo) caracteriza-se pela sua pacificidade e serenidade para consigo e para com os demais. É uma forma de estar na vida e é também a forma na qual nos devemos encontrar, enquanto educadores montessorianos.

Esta paz deve, assim, começar em nós mesmos e, na base da mesma, está o nosso entendimento acerca do significado de respeito. Enquanto pais e educadores, respeitar a criança é essencial. Fazer com que a mesma se sinta, constantemente, respeitada fará, por conseguinte, com que ela respeite os outros, com a sua individualidade e diferença, e seja aberta à diversidade, entendendo-a como algo que enriquece o mundo e não como uma ameaça que deve ser eliminada. O contacto com esta diferença, desde muito cedo, é a semente para a paz que plantamos nos nossos filhos.

Maria Montessori enumerou 10 princípios básicos que visam guiar-nos no sentido do respeito pela criança e pelas suas necessidades. Estes devem ser seguidos em casa, tal como em qualquer ambiente montessoriano. Falaremos acerca de todos eles, um por um, em diferentes posts. É importante reflectirmos individualmente. Cá por casa, para que nunca caiam no esquecimento, foram afixados no frigorífico e, diariamente, passamos os olhos por eles 😉

1. Nunca toque a criança, a menos que seja convidado por ela de alguma maneira

Já pensaram na quantidade de vezes em que tocaram, ou mesmo pegaram, numa criança sem que ela tenha pedido ou demonstrado interesse nisso? Assumo aqui a mea culpa… fi-lo vezes sem conta, sem nunca pensar no quão errada estava.

Respeitar a criança passa por não a entendermos como um ser sem vontade própria e “manuseável” por toda a gente. Devemos evitar tocar nela sem o seu consentimento, sendo que ela própria pedirá ou dará sinais quando quiser que tal aconteça, basta que os saibamos interpretar.

O mesmo se aplica àqueles momentos em que a mesma está ocupada com alguma tarefa, a ler um livro, a brincar, ou mesmo a descansar. Não devemos interrompê-la, muito menos com qualquer contacto físico. Devemos sim respeitá-la, bem como aquilo que ela está a executar no momento.

É, igualmente, importante respeitar a criança quando ela está aborrecida ou zangada e não quer que ninguém a segure ou toque.

Agora que o Vicente nasceu e, em particular, nesta fase em que ele é muito pequenino e não expressa facilmente a sua vontade, há uma tendência natural para que toda a gente queira pegar nele, agarrar-lhe nas mãos, dar-lhe beijinhos, etc. Não podemos, por um lado, querer educar todas as pessoas do mundo para o respeito que se deve ter para com qualquer ser humano, independentemente da sua idade, nem, por outro, formar uma “bolha” à volta do nosso filho, evitando todos os contactos. O bom senso deverá imperar e é isso que, enquanto pais, devemos exigir daqueles que nos rodeiam.

Um exemplo prático aplicado à nossa realidade actual: temos visitas em casa, ou estamos em casa de alguém, e o Vicente, por algum desconforto, chora sem parar. Naturalmente, muitos dos presentes vão querer pegar nele para o consolar. Ora, coloquemo-nos no lugar dele, um bebé que ainda não completou dois meses no processo de conhecimento e ligação aos próprios pais e ao ambiente onde vive. Se já estava desconfortável com algo, o que aconteceria se, de repente, se visse no colo de alguém que extravasa estes dois seres e que ele não conhece, nem identifica, de qualquer maneira, como “seguro”? Que confusão para uma mente ainda tão imatura! Possivelmente até podia parar de chorar, mas (sabemos todos) nem sempre isso é sinal de conforto. Enquanto pais, o nosso papel passa por, de alguma forma, criarmos o tal bom senso nas outras pessoas e, principalmente, protegermos o nosso filho daquilo que, ainda que as possa fazer sentirem-se bem, não o faz sentir-se bem a ele.

Agora que pensam nisto, não faz todo o sentido?

Não têm as crianças ou, num sentido mais estrito, os nossos filhos, o direito de não querem qualquer contacto físico com outras pessoas? Não usufruímos, nós adultos, desse mesmo direito inúmeras vezes? Qual a diferença, então?

Até já!

Joana