Dicas para o bebé dormir melhor

O tema “sono do bebé” é um dos mais preocupantes para os pais, mesmo antes de ele nascer. À nossa volta, parece que só existem realidades assustadoras, queixas várias acerca de bebés que não dormem, de pais que se sentem a enlouquecer com meses ou anos passados sem uma noite completa de sono…

Na verdade, acredito numa pequena percentagem de sorte envolta nesta questão, porém, acredito mais ainda que, parte do sucesso relacionado com o sono do nosso bebé, dependa de nós mesmos, das nossas ações e do ambiente que o rodeia.

É claro que, aqui por casa, pensávamos nisso durante a minha gravidez e, como não gostamos de nos pautar pela desinformação, resolvemos ler um pouco sobre o assunto, nem que fosse para estarmos mais preparados para a “dificuldade”. O facto é que a abordagem de Montessori nos fez refletir de uma forma bastante mais macro do que é comum, consciencializando-nos para aspetos que, à primeira vista, nem pareciam relacionados. E, com mais ou menos sorte à mistura, o sono do Vicente sempre foi uma questão muito tranquila.

Certamente não se encaixarão em todas as realidades, mas deixo-vos algumas dicas de atitudes e comportamentos que tivemos e que consideramos que podem ajudar muito aqueles pais que tentam encontrar a melhor forma de o seu filho dormir bem:

  • Ter expetativas reais. A maioria dos bebés não consegue ter um padrão de sono estabelecido antes dos dois meses de vida. Estes primeiros tempos são efetivamente cansativos e o nosso papel passa por encontrarmos forças para nos mantermos sempre disponíveis, serenos e delicados na forma como lidamos, física e emocionalmente, com o nosso filho.
  • Não nos vitimizarmos e, muito menos, atribuirmos culpas ao bebé pelo nosso desespero. Os nossos filhos não pediram para nascer; à partida, foram projetos nossos e precisam das condições apropriadas para se desenvolverem plenamente. Colocarmo-nos no papel de vítimas, só faz com que nos distanciemos do mais importante: as suas reais necessidades e as nossas obrigações. Infelizmente, é uma zona de conforto que parece que nos confere o direito de nos demitirmos do nosso papel de pais e mães. Enquanto isso, existe um ser, ainda muito dependente, a precisar de nós.
  • Rotina, rotina, rotina. Li tanto sobre este assunto, cheguei a cansar-me da palavra, e a verdade é que a sua importância é tremenda. O bebé nasce e sente-se perdido; apenas se conforta junto da mãe e (um pouco mais tarde) do pai. Vive inseguro até começar a entender que, durante os seus dias, vão existindo padrões. Aos poucos, e ajudado pela visão que se vai aprimorando, apercebe-se de que o ambiente que o rodeia é, normalmente, o mesmo e que a mãe e o pai estão sempre por perto para tudo o que ele precisa. A determinada altura, consegue até prever o que vai acontecer de seguida, o que lhe traz uma segurança essencial ao seu equilíbrio. Dessa forma, devemos esforçar-nos no sentido de mantermos uma rotina sempre igual, especialmente nos primeiros meses. Não importa se tivermos que deixar de atender a eventos a que, outrora, não faltaríamos; não importa se reduzirmos os eventos na nossa própria casa e a exposição do bebé a um número elevado de pessoas. A seu tempo, tudo se flexibilizará e teremos a certeza de que fizemos o melhor pelo desenvolvimento pleno do nosso filho.
  • Manter o ambiente calmo e organizado. Falar num tom de voz baixo e sem atropelos, em especial à noite, ajuda muito a que o bebé se sinta confortável e sereno, sendo mais fácil entrar num estado de sono. Devemos, igualmente, ter alguma graciosidade nos movimentos, em especial quando lidamos com ele; não só demonstra respeito, como também o vai ajudar a sentir-se tranquilo. Da mesma forma, uma casa arrumada, com poucos objetos e com muita luz natural durante o dia e luzes amareladas durante a noite, contribui para a construção de sentimentos de segurança e bem-estar.
  • Evitar ou minimizar o uso de eletrónicos. É uma regra da nossa casa e, a verdade, é que saímos todos a ganhar. A televisão não é ligada na presença do Vicente e, acreditamos nós, a capacidade de foco, de absorção do ambiente que o rodeia e o sono só saem beneficiados. Noutros contextos em que existiam ecrãs ligados, vimos a atenção do Vi totalmente desviada para os mesmos, numa postura de quase “hipnose” e posterior irritabilidade. Cada minuto despendido dessa forma, é uma oportunidade de construção interior perdida. E a nossa consciência não nos deixa fazer isso. Não somos ET’s nem pretendemos afastar o nosso filho do mundo tecnológico em que vivemos hoje, porém, por mais que já se tenha estipulado como “normal”, o facto é que, principalmente até aos 3 anos, a utilização destes aparelhos apenas prejudica o desenvolvimento, interferindo também, negativamente, no descanso e no sono. Lembro-me de o Gabriel Salomão ter referido uma frase que se encaixa totalmente na realidade de hoje, onde utilização da TV e dos canais infantis é uma constante: “É curioso como “o melhor para a criança” coincide, quase sempre, com o que é mais confortável para os pais“. Reflitamos…
  • Mudar o bebé para o seu próprio quarto o mais cedo possível. É claro que é muito menos confortável para nós, pais, enquanto os despertares noturnos ainda são vários, mas a verdade é que conseguimos criar um ambiente bastante mais propício a um bom sono do bebé quando este está no seu próprio espaço: não há barulho, há mais oxigénio disponível porque não são três a respirar numa única divisão (não é comum considerar-se esta questão, o que até é estranho!), desenvolve-se um sentimento de pertença àquele espaço que é o dele e, muito importante também, melhora-se a qualidade de sono dos pais, que se sentirão mais bem dispostos (e os bebés sentem isso). Inicialmente, por aqui, o Vi dormia, à noite, num bercinho no nosso quarto e fazia as sestas do dia na caminha do quarto dele. Assim que nos sentimos preparados e confiantes para isso, experimentámos deixá-lo lá também durante a noite. Ele tinha 6 semanas e não podia ter corrido melhor. Com o intercomunicador com câmara, podíamos, sempre que queríamos, ver como ele estava e a tranquilidade do sono foi muito maior para todos. Às 8 semanas, o Vi começou a dormir 9 horas seguidas à noite.
  • Utilizar um ninho (ou outra solução do género) na cama. Principalmente nos primeiros meses, os bebés sentem-se mais seguros quando estão envolvidos e aconchegados. Não havendo necessidade (nem capacidade) de se movimentarem, o ninho aparece como uma excelente solução. Utilizámos sempre, até aos 4 meses do Vi e nunca o sentimos “perdido” nem desamparado.
  • Não envolver outras pessoas, além do pai e da mãe, no momento de adormecer. A não ser que a realidade obrigue a que o bebé tenha outros cuidadores, são apenas estes dois quem deve aparecer. Os pais são as únicas pessoas capazes de transmitir a segurança necessária e, qualquer interferência fora da rotina, pode gerar confusão, agitação e irritabilidade.
  • Reservar 15 minutos antes da hora de dormir e proporcionar o ambiente mais calmo possível, de preferência no quarto. É muito difícil para um bebé (e para nós, se pensarmos bem…) passar de um ambiente mais movimentado e iluminado para um estado de sono. Dessa forma, podemos ajudá-lo, levando-o para o seu quarto, onde apenas uma luz de presença deverá estar ligada, e caminhando com ele ao colo, falando num tom baixo, ou contando uma história (nesta fase, mostrar um livro ainda o agita) ou mesmo cantando uma música calma.
  • Deitar o bebé na cama ainda acordado. Este é um exercício que, por muito que exija mais tempo e paciência da nossa parte, temos feito sem vacilar. É muito importante que o bebé vá para a cama consciente de que vai dormir e entender aquele momento como prazeroso e não como angustiante. Nunca o devemos “deixar a chorar até adormecer” (nunca, jamais), mas também não nos devemos mostrar ansiosos e ir a correr ao primeiro movimento ou som. Devemos aparecer, no caso de haver dificuldade em adormecer, com o intervalo suficiente para o bebé sentir que “estamos ali” quando ele precisar. Com o passar dos meses, vai sendo cada vez mais tranquilo e ele vai entendendo que nunca está sozinho, por mais que não nos veja.
  • Não passar ao bebé sentimentos de raiva ou desespero, caso ele demore a adormecer, ou caso existam diversos despertares inesperados. Todos temos boas e más noites e os bebés ainda sofrem de uma instabilidade própria da fase imatura e das transformações que atravessam. Devemos sempre mostrar a nossa melhor disposição e calma, não poupando em afetos e paciência em recomeçar o processo.
  • Quando o bebé acorda de um sono completo, mostrar sempre alegria por “voltar a vê-lo”. Quero acreditar que, por muito que seja cansativo cuidar de um filho, todos nós adoramos quando ele acorda após um sono tranquilizador 🙂 Há que lhes mostrar isso mesmo, que é ótimo eles terem dormido e agora estarem prontos para mais umas horas de interação 🙂
  • Não exigir ao bebé que as suas sestas diurnas sejam expostas a ruídos descuidados, apenas porque “tem que se habituar”. As sestas dos bebés não são caprichos, mas sim necessidades. Da mesma forma que os adultos precisam de 7-9 horas de sono, por dia, os bebés precisam de 14-16 horas. E, do mesmo modo que não devemos incomodar um adulto que dorme as horas de que necessita, também não devemos interferir no sono do bebé, seja de noite, seja de de dia. É mais uma das situações aceites como “normais”, para conforto dos pais, mas que só revela um profundo desrespeito pelo bebé.
  • Depois de uma refeição, esperar (pelo menos) 15 minutos antes de deitar o bebé. Facilitamos, dessa forma, a eructação eficaz e reduzimos o desconforto e possibilidades de refluxo.
  • Evitar “aguentar” o sono da tarde do bebé, na esperança de que ele durma mais durante a noite. Por aqui, nunca o fizemos, porém, em situações em que estivemos fora de casa e a sesta não foi bem dormida, quase sempre a irritabilidade foi maior e se extendeu até à noite, tendo o Vi adormecido bem mais tarde do que é comum.
  • Vestir sempre roupa confortável: que não aperte, não tenha botões salientes e que possam magoar, que não seja desapropriada à temperatura… Nunca nos desfoquemos do mais importante: o conforto. Nunca coloquemos a vaidade e o ego à frente dele. No nosso caso, preferimos sempre peças de corpo inteiro, de algodão, com pés incluídos, evitando assim cinturas elásticas e calças que estão sempre a encolher e a deixar as pernas desprotegidas.
  • No caso de o banho acalmar, dá-lo sempre próximo da hora de dormir, de forma serena, sem pressas, porém, sem demorar demasiado. Aqui em casa, a rotina é normalmente: banho (19h00/ 19h30) – jantar (19h30/ 20:00) – dormir (21h00/ 21h30).
  • Oferecer um objecto de transição: musselina, doudou, boneco macio… Por vezes, e em especial se tiverem o cheiro da mãe, estes objectos podem ajudar a acalmar e a trazer segurança ao bebé, facilitando a sua entrada no sono ou o seu retorno ao sono, caso desperte a meio da noite.
  • Tentar que a última refeição do dia seja feita com o bebé a dormir. Foi uma dica da pediatra e nunca pensámos que fosse possível, mas já lá vão 3 meses e resulta na perfeição. O Vi dorme por volta das 21h00/ 21h30 e às 23h00/ 23h30 bebe o último leite do dia, sem acordar. O processo é tão simples quanto retirá-lo (muito suavemente) da cama, dar-lhe o biberão, ficar com ele no colo, em posição vertical, durante 15 minutos e voltar a deitá-lo. 🙂 Garanto-vos: nunca acordou!
  • Estar presente na vida do bebé o maior tempo possível. Rever prioridades é um aspeto decisivo e, por muito que por vezes nos apetecesse voltar à vida “anterior”, temos que nos mentalizar que tudo mudou e que, agora, somos responsáveis por outro ser humano. Para sempre. Aqui por casa, somos muito retos quanto ao tempo passado em família e não deixamos que o Vi tenha uma dose de mãe e pai abaixo da desejada, seja por razões profissionais, seja por vontades e hobbies, seja por que razão for. Tudo deve ser circunscrito ao seu devido espaço na vida, e tempo para o Vicente é algo não nos há-de faltar. Acreditamos veementemente que é o grande fator que contribui para um desenvolvimento psicológico saudável e que se reflete, por conseguinte, a muitos outros níveis.

E já estamos perante um extensíssimo post!

Se me for lembrando de mais dicas, ou se a experiência me for mostrando novos factos, venho aqui acrescentá-los 🙂

Até já!

Joana

Introdução alimentar – 6 meses

Depois de 2 meses a devorar uma sopa e uma papa diárias (devorar mesmo 🙂 ), chegou a altura de fazer mais umas adições ao plano alimentar do Vi.

Não sendo nós apologistas do atual consumo desmesurado de carne, optámos, ainda assim, por seguir as recomendações da pediatra e incluímo-la na sopa do almoço. Não pretendemos que o Vi cresça a consumir carne numa base diária, porém, nesta fase em que ele ainda é muito pequeno e as restrições são algumas, não vamos inventar. Muito tempo haverá para lhe criar a consciência de que a criação de animais para consumo humano está muito longe dos princípios éticos que desejaríamos ver em prática no mundo. Optamos, assim, por incluir carne de frango do campo e juntá-la a 4 ou 5 legumes, em puré, tal como já acontecia antes.

Outra mudança neste período foi a introdução da papa com glúten. Felizmente a Holle tem duas opções lácteas à escolha: de espelta e de banana. Já experimentámos as duas e o Vi adorou-as. Vamos assim variando entre estas e a de Millet que ele já consumia desde os 5 meses. A refeição da papa deixou também de ser o jantar e passou a ser o lanche.

Ao jantar, a recomendação foi passar a dar a sopa de vegetais e, dessa forma, existirem apenas duas refeições de leite por dia. Na verdade, por algum motivo ou por motivo nenhum em concreto, assim que o bebezão fez 6 meses, tive uma quebra enorme na produção de leite, que se tem acentuado, a cada dia, até hoje. Inicialmente, os dois biberões diários eram de leite materno; neste momento, só conseguimos um a cada 2 dias. Foi algo muito natural e que tenho aceitado bem. Sinto que fiz tudo o que podia e fico satisfeita por nunca ter desistido. Agora é deixar fluir, continuando sempre com a extração diária, e quando acabar, fechamos este ciclo.

Duas semanas depois de fazermos estas alterações, chegou a altura de aumentar o leque de frutas e oferecer algumas mais alergénicas: pêssego, manga, papaia, melão, ameixa. O Vi já tinha provado papaia e manga e aceitou bem. Até agora, gostou sempre de tudo 🙂

Aos 7 meses, a ideia será alternarmos a papa do lanche com iogurte natural não açucarado. Não adoramos a ideia, mas talvez testemos. Ainda assim, a papa com cereais e não apenas o lacticínio é uma opção mais sensata, para nós. A seu tempo, e tal como planeamos com fazer a carne, acabaremos também por eliminar o leite de vaca da ementa (aqui em casa não consumimos).

Uma questão que foi tema de conversa na consulta de pediatria foi o BLW. Confesso que me agrada a ideia de o bebé ser apresentado aos alimentos na sua forma original e ter a oportunidade de os explorar e levar à boca livremente. Testei, por várias vezes, com o Vicente (sempre com total vigilância) e ele adaptou-se sempre bem e conseguiu ir triturando e engolindo as frutas que lhe fui dando, nunca se tendo engasgado de forma séria. Ainda assim, a pediatra desaconselhou enormemente (este “enormemente” devia estar escrito em Caps!) qualquer introdução de alimento sólido antes dos 8 meses. Argumentou muito seriamente a sua posição e o que é facto é que acabámos por concordar e aceitámos adiar esta forma de alimentação. Sem radicalismos, por vezes damos um ou outro pedaço de fruta ou pão, uma vez que notamos que o Vi demonstra muito interesse em ganhar autonomia neste campo.

Desta forma, eis o plano diário atual e que se manterá até aos 8 meses:

  • 08:00h – Leite artificial
  • 12:00h – Puré de legumes com carne + fruta
  • 16:00h – Papa (intercalada com iogurte a partir dos 7 meses)
  • 20:00h –Puré de legumes
  • 23:30h – Leite materno

 

Até breve!

Joana

Introdução alimentar – 4 e 5 meses

Como já puderam ler em publicações anteriores, a amamentação por estes lados nunca foi um processo fácil. Não querendo desistir de dar ao Vicente o mais precioso alimento a que ele poderia ter acesso, nem conseguindo amamentar diretamente, a partir do segundo mês optei pela utilização de uma bomba extratora. Diariamente, extraía a quantidade suficiente para 4 das 5 refeições.

Quando chegámos aos 4 meses, e uma vez que preferíamos dispensar totalmente o leite artificial que constituía a quinta refeição diária, em concordância com a pediatra resolvemos iniciar os purés de legumes ao almoço. Cada profissional tem a sua forma de encaminhar esta questão e, no caso da nossa, o esquema era o seguinte:

  • 1ª sopa (aprox. 150ml), sem sal, com uma base de batata/ batata doce + cenoura e um fio de azeite no final. A cada dois dias, introduzir um novo legume, ficando atentos a reações, até um total de 4 ou 5 legumes por sopa. Tínhamos liberdade total para inserir todos os legumes, excepto as leguminosas (favas, grão, feijão, ervilhas, lentilhas) e os espinafres e o agrião, cujas quantidades deveriam ser reduzidas (1 a 2 folhas por dose de sopa).
  • Ao final de duas semanas, iniciar as frutas a seguir à sopa: preferencialmente a maçã e a pêra (por serem menos alergénicas), cozidas e trituradas ou cruas e raladas e, menos frequentemente, a banana triturada.
  • Oferecer água nesta refeição. Se o bebé não tiver interesse, não insistir.

Foi um processo que precisou de duas semanas de adaptação, não porque o Vicente não gostasse destes novos alimentos (na verdade, adorou-os) mas porque a utilização da colher obrigou a uma nova aprendizagem e ao treino e controlo do reflexo de extrusão, ainda tão presente nesta fase. Muita sopa vinha para fora e muito choro se seguia, pelo cansaço e pela frustração ao não receber o alimento de uma forma tão rápida e fácil como acontecia com o biberão. De qualquer forma, ultrapassado este período inicial, o almoço tornou-se na refeição mais entusiasmante do dia.

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Chegados aos 5 meses, tendo a minha produção de leite diminuído um pouco e não havendo melhorias no refluxo do Vicente, aceitámos introduzir a papa láctea sem glúten ao jantar (evitávamos, desta forma, mais uma refeição líquida, que resultava frequentemente num maior número de regurgitações). Nunca fomos propriamente simpatizantes das papas, porém, a Holle veio mudar um pouco a nossa perspectiva. As papas desta marca não têm qualquer adição de açúcar e são BIO. Fomos logo preparados para o facto de muitos bebés não serem fãs das mesmas, havendo a necessidade de lhes juntar fruta para facilitar o processo, porém, como comilão e sôfrego que sempre foi, o Vicente adorou e não foi necessário adicionar-lhes nada 🙂

Dois cuidados que sempre tivemos e que, para nós, são essenciais passam por comprar sempre legumes e frutas biológicas (da Quinta do Arneiro ou de supermercados BIO) e não juntar água na cozedura da sopa (os legumes cozinham nos seus sucos e, no final, temos um verdadeiro puré e não uma sopa aguada e menos nutritiva).

Desta forma, chegámos aos 6 meses com este plano diário de refeições (os horários são aproximados):

  • 08:00h – Leite materno
  • 12:00h – Puré de legumes + fruta
  • 16:00h – Leite materno
  • 20:00h – Papa
  • 23:30h – Leite materno

Não deixem de estar atentos porque, em breve, falaremos das adições feitas aos 6 meses!

 

Até já,

Joana