O quarto e o quinto mês

Nestes meses, seguimos o nosso trajeto com novas competências, dia após dia.

Foi um período marcado por todas aquelas conquistas que deixam os pais de queixo caído: rodar e ficar de barriga para baixo, voltar a rodar e ficar de barriga para cima (a primeira vez aconteceu com 3 meses e meio e valeu a primeira queda da cama), olhar-se no espelho e soltar os primeiros monólogos, gargalhar, chapinhar no banho, dar abraços, esconder a cara e rir…

O móbile continuou a ser uma constante e uma boa parte do tempo de brincadeira era passado a puxar a argola (presa por fio elástico) e levá-la à boca. Por falar em levar à boca… tudo passou a ser levado à boca, em especial as mãos 🙂 Não tem a ver com o nascimento dos dentes, é mesmo uma forma privilegiada de os bebés explorarem o mundo.

As bolas também apareceram como incentivadoras do movimento pelo chão do quarto. Dando, muitas vezes, origem a momentos de frustração (por não conseguir alcançá-las quando rolavam para longe), a verdade é que valeram muitos exercícios de fortalecimento de músculos.

As mãos ganharam destreza e alguma precisão nos movimentos, embora ainda trabalhassem de forma descoordenada. Só mais próximo dos 5 meses é que começaram a trabalhar em conjunto para alcançar um objectivo comum. Foi nessa altura que o Vi começou a conseguir colocar a chupeta a si mesmo e a levar o biberão à boca.

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Olhar de perto e querer mexer no rosto da mãe e do pai foram, igualmente, novos interesses desta fase. A expressão de fascínio do bebezão ao reconhecer-nos e querer que nos aproximássemos era deliciosa. 🙂

E a felicidade ao interagir com a Camila?! O Vi descobriu que tem uma irmã canina e adora-a! E ela adora-o também ❤

Por fim, muitas novidades houve na alimentação. Durante o quarto mês, continuámos com o esquema dos meses anteriores (leite materno sempre, excepto numa das refeições do dia), porém, assim que fez 4 meses, iniciámos os purés de legumes ao almoço (opção minha, em concordância com a pediatra, para excluir ao máximo o leite artificial da dieta). A primeira semana foi bem desafiante… a habituação à colher levou o seu tempo e o reflexo de extrusão não ajudou. Mas nada como estarmos informados antes de iniciarmos um processo novo. Facilmente se cai no erro de afirmar que o bebé não gosta deste ou daquele alimento só porque o deita para fora ou porque chora e, na maioria das vezes, não é isso que acontece! É toda uma nova forma de alimentação, diferente daquela a que ele estava habituado: a textura é diferente; a colher é um elemento estranho que, de repente, aparece; a velocidade da própria refeição é outra, o que gera uma certa impaciência na espera pela próxima colherada; a posição corporal também muda (deixa de estar no colo da mãe ou do pai e passa a estar numa cadeira) e, claro, a cada introdução de um novo legume, há um sabor diferente para aquele (tão novinho) cérebro processar. É um desafio, mas não é só para nós 🙂

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Os vossos bebés também vos surpreendem, diariamente, com as suas conquistas? 🙂

Até já!

Joana

O terceiro mês

Sorrisos, sorrisos, sorrisos…

Sem filtro, para toda a gente que se aproximar e sorrir também 🙂 Característica deste terceiro mês do Vicente.

O bebezão cresce sem parar e foi aprimorando, durante esta fase, a capacidade para sustentar a cabeça, já com alguma firmeza no pescoço, o que o faz parecer bem mais “crescidinho” do que no mês passado.

O olhar atento continua a desenvolver-se e, agora, não só acompanha todos os movimentos horizontalmente, como também na vertical, sendo comum estar, por exemplo, na espreguiçadeira e olhar diretamente para a nossa cara (estando nós em pé) quando o chamamos ou passamos junto dele. Há igualmente uma procura visual pela origem de todos e quaisquer sons.

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A maior conquista, todavia, foi outra: a utilização das mãos. Se já tinha descoberto antes que elas existiam, agora percebe que, com elas, consegue manipular o ambiente. O móbile deixou de ser um objeto para olhar e admirar, agora pode tocar nas peças e fazer com que se movam e emitam sons. As rocas, recentemente introduzidas, são agitadas com entusiasmo e com a destreza possível e emitem sons mais altos e mais baixos consoante a força aplicada; por vezes magoam quando batem na cara. O dou-dou pode ser agarrado e trazido para junto da cara para aconchegar quando o sono bate à porta. Os bonecos de borracha podem ser trazidos, pelas preciosas mãos, até à boca para mordiscar. As próprias mãos podem ser levadas à boca… e o bebezão adora passar o dia nisto!

Voltando ao móbile, neste mês passámos pelos dançarinos em papel metalizado e evoluímos para as peças de madeira com argolas na extremidade. Este último está a ser muito utilizado e o Vi consegue concentrar-se durante muito tempo, batendo nas peças, tentando agarrá-las e colocando uma das argolas (a que tem fio elástico e o permite) na boca.

A alimentação mantém-se: leite materno na maioria das vezes e artificial para “tapar buracos” de produção ou quando estamos fora de casa. A quantidade de biberões diários desceu para 5, aumentando os ml por biberão, claro 🙂

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Continua a gostar muito de tomar banho, embora ainda se assuste quando enxaguamos a cabeça e se zangue um pouco na hora da saída para a toalha. Ainda assim, desfruta deste momento do dia de uma forma bem mais activa do que no segundo mês e até já “chapinha”, de uma forma meio tosca, mas já com alguma intenção!

Outra grande conquista (para o baby e para nós 😀 ) foi a quantidade de horas de sono noturno. Resumindo, desde o início do terceiro mês, o Vi dorme a noite inteira, desde as 22h/23h até às 8h/9h. Durante o dia começou a dormir menos, naturalmente. Ainda assim, faz pelo menos uma sesta grande (de 2 ou 3 horas) diária.

Os passeios foram vários, uma vez que o D esteve de férias durante uma semana, porém, pudemos constatar que, tal como nos indica o método de Montessori, os finais de dia não devem fugir muito à rotina. Fizemo-lo duas ou três vezes e o nível de stress e irritabilidade do Vi escalou para níveis que nos fizeram sentir imediatamente arrependidos. Se já tínhamos algum cuidado com esta questão, agora temos ainda mais e não “esticamos a corda” se não for absolutamente necessário. Não há dúvida de que, nesta fase (e, de uma forma mais atenuada, nas seguintes…), ainda é em casa que o bebé se sente bem, protegido e seguro. Saímos, então, por períodos curtos e, de preferência, da parte da manhã e início de tarde.

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O aspecto menos simpático deste mês foram mesmo as cólicas que o atacaram especialmente na primeira semana. Felizmente, não foi um bebé muito sofrido neste campo, mas custa sempre olhar para ele, por poucas que tenham sido as vezes, sem poder simplesmente retirar-lhe a dor. Mas a calma, o colo e o mimo resolveram e dissiparam rapidamente esses episódios. Penso que o truque seja mesmo manter a tranquilidade e um ambiente sereno e nós fizemo-lo muito bem em equipa. O D é incrivelmente calmo e foi determinante.

E que venha agora o quarto mês, com os seus desafios e conquistas, para o aproveitarmos com a maior felicidade e motivação! Montessoriando, sempre!

 

Até já!

Joana

O segundo mês

Deixei de ter um recém-nascido!

Pois é, o bebé pequenino, com vontades e necessidades ainda pouco expressas, cresceu! Não me refiro ao tamanho propriamente dito, porque continua pequeno (embora a escalar veementemente alguns percentis 😀 ), mas a uma série de evoluções que o tornam, agora, num ser fascinante, com acções intencionais e uma graça enorme em tudo o que faz 🙂

O primeiro sorriso “de verdade” deu-se no início deste segundo mês e marcou toda uma nova forma de relação entre nós, pais, e o Vicente. As idas ao trocador passaram a ser uma diversão e uma oportunidade de comunicação muito mais eficaz! Aqueles desconfortos com o pós-banho e mesmo com o acto de despir para trocar a fralda deixaram de existir, pelo simples facto de o Vi já conseguir entender e moldar o seu comportamento perante diálogos apaziguadores e serenos da nossa parte (com mil sorrisos pelo meio, sempre!).

 

E o olhar? Que diferença no olhar! Passou a seguir-nos para todo o lado, a seguir a Camila (nossa cadela), bem como tudo aquilo que lhe chamava a atenção. E começou a procurar o nosso próprio olhar, terminando ou num franzir de testa (aquela expressão de pensamento profundo de que vos falei num post anterior) ou numa risada 🙂

Outro marco muito importante, e do qual vos quero falar depois com muito mais pormenor, foi a passagem para o próprio quarto durante a noite. Fizemo-la no dia 6 de Junho, altura em que o Vi fazia cerca de um mês e meio. Gostaríamos que tivesse acontecido logo no final no primeiro mês, mas confesso que alguns receios prevaleceram. Precisámos de mais uns dias para “garantir” (nunca é garantido, na verdade…), que as grandes regurgitações não aconteciam com tanta frequência durante a noite.

Foi também nesta altura que os intervalos entre refeições passaram de 3h-3h para 4h-4h ou mesmo 5h-5h. Mantivemos o esquema da noite: até às 06h00, o D assegurava as mesmas e, a partir daí, entrava eu. Foi um mês bastante cansativo, muito porque o D começou a trabalhar. Por um lado, estas noites com uma grande privação de sono desgastavam-no enormemente, por outro, os dias quase inteiros passados sozinha com o Vi também me levavam a uma certa exaustão. Mas nada que uma boa equipa, com membros motivados e felizes, não aguente!

 

No que respeita à alimentação propriamente dita, mantivemos o padrão do mês anterior. O bebezão continua quase exclusivamente a beber leite materno. Retiro-o com a bomba, três (por vezes, quatro) vezes por dia, assegurando 5 dos 6 biberões diários. É aborrecido, é verdade, e priva-nos de alguns planos mais ambiciosos de saídas de casa. Ainda assim, é por um bem maior e é isso que me move e me faz continuar com o mesmo afinco. Cada dia com o meu leite, é um dia a mais com todas as vantagens que o mesmo traz consigo. Uma das últimas leituras que fizemos foi a de alguns artigos e estudos OMS, relativamente a esse mesmo tema. Dêem uma espreitadela e ficarão surpreendidos com a quantidade de relações entre aleitamento materno e uma série de aspectos positivos vida fora!

Neste mês, passámos também por 2 móbiles diferentes – o dos octaedros (o Vi delirava com ele!) e o Gobbi. Foi mais desafiante captar a atenção sustentada para este último, tendo acontecido mais perto do final do mês e com alguma “ajudinha” da nossa parte, movendo as bolinhas de lã de uma forma mais “entusiasta” 🙂 Normalmente, o tempo dedicado ao móbile acontecia da parte da manhã, altura em que a disposição e energia do Vi o permitiam durante um período mais alargado. Aproveitávamos também, de seguida, para o colocar de barriga para baixo, exercitando os músculos do pescoço.

 

Outra coisa que introduzimos e tornámos algo rotineira foi a música, em especial a música clássica. No Spotify encontrámos uma playlist maravilhosa – Mozzart for Babies e, desde então, tem sido a banda sonora da nossa “ginástica intestinal” (como gostamos de a chamar) 🙂 bem como de alguns momentos de relaxamento durante o dia.

Quanto aos passeios fora de casa, tornaram-se um pouco mais frequentes e, além do carrinho de bebé, passámos a utilizar um porta-bebés (da ergobaby que, desde já, recomendo!) que se revela uma opção bem mais prática e funcional para pequenas distâncias. No nosso caso, optámos pelo modelo Adapt.

 

 

E o problema de resumir o mês anterior estando já no final da primeira semana do mês seguinte é querer desenfreadamente contar-vos novidades e novas conquistas recentes! Mas vou aguentar-me e guardá-las para posts posteriores 🙂

 

Até já!

Joana