Dicas para o bebé dormir melhor

O tema “sono do bebé” é um dos mais preocupantes para os pais, mesmo antes de ele nascer. À nossa volta, parece que só existem realidades assustadoras, queixas várias acerca de bebés que não dormem, de pais que se sentem a enlouquecer com meses ou anos passados sem uma noite completa de sono…

Na verdade, acredito numa pequena percentagem de sorte envolta nesta questão, porém, acredito mais ainda que, parte do sucesso relacionado com o sono do nosso bebé, dependa de nós mesmos, das nossas ações e do ambiente que o rodeia.

É claro que, aqui por casa, pensávamos nisso durante a minha gravidez e, como não gostamos de nos pautar pela desinformação, resolvemos ler um pouco sobre o assunto, nem que fosse para estarmos mais preparados para a “dificuldade”. O facto é que a abordagem de Montessori nos fez refletir de uma forma bastante mais macro do que é comum, consciencializando-nos para aspetos que, à primeira vista, nem pareciam relacionados. E, com mais ou menos sorte à mistura, o sono do Vicente sempre foi uma questão muito tranquila.

Certamente não se encaixarão em todas as realidades, mas deixo-vos algumas dicas de atitudes e comportamentos que tivemos e que consideramos que podem ajudar muito aqueles pais que tentam encontrar a melhor forma de o seu filho dormir bem:

  • Ter expetativas reais. A maioria dos bebés não consegue ter um padrão de sono estabelecido antes dos dois meses de vida. Estes primeiros tempos são efetivamente cansativos e o nosso papel passa por encontrarmos forças para nos mantermos sempre disponíveis, serenos e delicados na forma como lidamos, física e emocionalmente, com o nosso filho.
  • Não nos vitimizarmos e, muito menos, atribuirmos culpas ao bebé pelo nosso desespero. Os nossos filhos não pediram para nascer; à partida, foram projetos nossos e precisam das condições apropriadas para se desenvolverem plenamente. Colocarmo-nos no papel de vítimas, só faz com que nos distanciemos do mais importante: as suas reais necessidades e as nossas obrigações. Infelizmente, é uma zona de conforto que parece que nos confere o direito de nos demitirmos do nosso papel de pais e mães. Enquanto isso, existe um ser, ainda muito dependente, a precisar de nós.
  • Rotina, rotina, rotina. Li tanto sobre este assunto, cheguei a cansar-me da palavra, e a verdade é que a sua importância é tremenda. O bebé nasce e sente-se perdido; apenas se conforta junto da mãe e (um pouco mais tarde) do pai. Vive inseguro até começar a entender que, durante os seus dias, vão existindo padrões. Aos poucos, e ajudado pela visão que se vai aprimorando, apercebe-se de que o ambiente que o rodeia é, normalmente, o mesmo e que a mãe e o pai estão sempre por perto para tudo o que ele precisa. A determinada altura, consegue até prever o que vai acontecer de seguida, o que lhe traz uma segurança essencial ao seu equilíbrio. Dessa forma, devemos esforçar-nos no sentido de mantermos uma rotina sempre igual, especialmente nos primeiros meses. Não importa se tivermos que deixar de atender a eventos a que, outrora, não faltaríamos; não importa se reduzirmos os eventos na nossa própria casa e a exposição do bebé a um número elevado de pessoas. A seu tempo, tudo se flexibilizará e teremos a certeza de que fizemos o melhor pelo desenvolvimento pleno do nosso filho.
  • Manter o ambiente calmo e organizado. Falar num tom de voz baixo e sem atropelos, em especial à noite, ajuda muito a que o bebé se sinta confortável e sereno, sendo mais fácil entrar num estado de sono. Devemos, igualmente, ter alguma graciosidade nos movimentos, em especial quando lidamos com ele; não só demonstra respeito, como também o vai ajudar a sentir-se tranquilo. Da mesma forma, uma casa arrumada, com poucos objetos e com muita luz natural durante o dia e luzes amareladas durante a noite, contribui para a construção de sentimentos de segurança e bem-estar.
  • Evitar ou minimizar o uso de eletrónicos. É uma regra da nossa casa e, a verdade, é que saímos todos a ganhar. A televisão não é ligada na presença do Vicente e, acreditamos nós, a capacidade de foco, de absorção do ambiente que o rodeia e o sono só saem beneficiados. Noutros contextos em que existiam ecrãs ligados, vimos a atenção do Vi totalmente desviada para os mesmos, numa postura de quase “hipnose” e posterior irritabilidade. Cada minuto despendido dessa forma, é uma oportunidade de construção interior perdida. E a nossa consciência não nos deixa fazer isso. Não somos ET’s nem pretendemos afastar o nosso filho do mundo tecnológico em que vivemos hoje, porém, por mais que já se tenha estipulado como “normal”, o facto é que, principalmente até aos 3 anos, a utilização destes aparelhos apenas prejudica o desenvolvimento, interferindo também, negativamente, no descanso e no sono. Lembro-me de o Gabriel Salomão ter referido uma frase que se encaixa totalmente na realidade de hoje, onde utilização da TV e dos canais infantis é uma constante: “É curioso como “o melhor para a criança” coincide, quase sempre, com o que é mais confortável para os pais“. Reflitamos…
  • Mudar o bebé para o seu próprio quarto o mais cedo possível. É claro que é muito menos confortável para nós, pais, enquanto os despertares noturnos ainda são vários, mas a verdade é que conseguimos criar um ambiente bastante mais propício a um bom sono do bebé quando este está no seu próprio espaço: não há barulho, há mais oxigénio disponível porque não são três a respirar numa única divisão (não é comum considerar-se esta questão, o que até é estranho!), desenvolve-se um sentimento de pertença àquele espaço que é o dele e, muito importante também, melhora-se a qualidade de sono dos pais, que se sentirão mais bem dispostos (e os bebés sentem isso). Inicialmente, por aqui, o Vi dormia, à noite, num bercinho no nosso quarto e fazia as sestas do dia na caminha do quarto dele. Assim que nos sentimos preparados e confiantes para isso, experimentámos deixá-lo lá também durante a noite. Ele tinha 6 semanas e não podia ter corrido melhor. Com o intercomunicador com câmara, podíamos, sempre que queríamos, ver como ele estava e a tranquilidade do sono foi muito maior para todos. Às 8 semanas, o Vi começou a dormir 9 horas seguidas à noite.
  • Utilizar um ninho (ou outra solução do género) na cama. Principalmente nos primeiros meses, os bebés sentem-se mais seguros quando estão envolvidos e aconchegados. Não havendo necessidade (nem capacidade) de se movimentarem, o ninho aparece como uma excelente solução. Utilizámos sempre, até aos 4 meses do Vi e nunca o sentimos “perdido” nem desamparado.
  • Não envolver outras pessoas, além do pai e da mãe, no momento de adormecer. A não ser que a realidade obrigue a que o bebé tenha outros cuidadores, são apenas estes dois quem deve aparecer. Os pais são as únicas pessoas capazes de transmitir a segurança necessária e, qualquer interferência fora da rotina, pode gerar confusão, agitação e irritabilidade.
  • Reservar 15 minutos antes da hora de dormir e proporcionar o ambiente mais calmo possível, de preferência no quarto. É muito difícil para um bebé (e para nós, se pensarmos bem…) passar de um ambiente mais movimentado e iluminado para um estado de sono. Dessa forma, podemos ajudá-lo, levando-o para o seu quarto, onde apenas uma luz de presença deverá estar ligada, e caminhando com ele ao colo, falando num tom baixo, ou contando uma história (nesta fase, mostrar um livro ainda o agita) ou mesmo cantando uma música calma.
  • Deitar o bebé na cama ainda acordado. Este é um exercício que, por muito que exija mais tempo e paciência da nossa parte, temos feito sem vacilar. É muito importante que o bebé vá para a cama consciente de que vai dormir e entender aquele momento como prazeroso e não como angustiante. Nunca o devemos “deixar a chorar até adormecer” (nunca, jamais), mas também não nos devemos mostrar ansiosos e ir a correr ao primeiro movimento ou som. Devemos aparecer, no caso de haver dificuldade em adormecer, com o intervalo suficiente para o bebé sentir que “estamos ali” quando ele precisar. Com o passar dos meses, vai sendo cada vez mais tranquilo e ele vai entendendo que nunca está sozinho, por mais que não nos veja.
  • Não passar ao bebé sentimentos de raiva ou desespero, caso ele demore a adormecer, ou caso existam diversos despertares inesperados. Todos temos boas e más noites e os bebés ainda sofrem de uma instabilidade própria da fase imatura e das transformações que atravessam. Devemos sempre mostrar a nossa melhor disposição e calma, não poupando em afetos e paciência em recomeçar o processo.
  • Quando o bebé acorda de um sono completo, mostrar sempre alegria por “voltar a vê-lo”. Quero acreditar que, por muito que seja cansativo cuidar de um filho, todos nós adoramos quando ele acorda após um sono tranquilizador 🙂 Há que lhes mostrar isso mesmo, que é ótimo eles terem dormido e agora estarem prontos para mais umas horas de interação 🙂
  • Não exigir ao bebé que as suas sestas diurnas sejam expostas a ruídos descuidados, apenas porque “tem que se habituar”. As sestas dos bebés não são caprichos, mas sim necessidades. Da mesma forma que os adultos precisam de 7-9 horas de sono, por dia, os bebés precisam de 14-16 horas. E, do mesmo modo que não devemos incomodar um adulto que dorme as horas de que necessita, também não devemos interferir no sono do bebé, seja de noite, seja de de dia. É mais uma das situações aceites como “normais”, para conforto dos pais, mas que só revela um profundo desrespeito pelo bebé.
  • Depois de uma refeição, esperar (pelo menos) 15 minutos antes de deitar o bebé. Facilitamos, dessa forma, a eructação eficaz e reduzimos o desconforto e possibilidades de refluxo.
  • Evitar “aguentar” o sono da tarde do bebé, na esperança de que ele durma mais durante a noite. Por aqui, nunca o fizemos, porém, em situações em que estivemos fora de casa e a sesta não foi bem dormida, quase sempre a irritabilidade foi maior e se extendeu até à noite, tendo o Vi adormecido bem mais tarde do que é comum.
  • Vestir sempre roupa confortável: que não aperte, não tenha botões salientes e que possam magoar, que não seja desapropriada à temperatura… Nunca nos desfoquemos do mais importante: o conforto. Nunca coloquemos a vaidade e o ego à frente dele. No nosso caso, preferimos sempre peças de corpo inteiro, de algodão, com pés incluídos, evitando assim cinturas elásticas e calças que estão sempre a encolher e a deixar as pernas desprotegidas.
  • No caso de o banho acalmar, dá-lo sempre próximo da hora de dormir, de forma serena, sem pressas, porém, sem demorar demasiado. Aqui em casa, a rotina é normalmente: banho (19h00/ 19h30) – jantar (19h30/ 20:00) – dormir (21h00/ 21h30).
  • Oferecer um objecto de transição: musselina, doudou, boneco macio… Por vezes, e em especial se tiverem o cheiro da mãe, estes objectos podem ajudar a acalmar e a trazer segurança ao bebé, facilitando a sua entrada no sono ou o seu retorno ao sono, caso desperte a meio da noite.
  • Tentar que a última refeição do dia seja feita com o bebé a dormir. Foi uma dica da pediatra e nunca pensámos que fosse possível, mas já lá vão 3 meses e resulta na perfeição. O Vi dorme por volta das 21h00/ 21h30 e às 23h00/ 23h30 bebe o último leite do dia, sem acordar. O processo é tão simples quanto retirá-lo (muito suavemente) da cama, dar-lhe o biberão, ficar com ele no colo, em posição vertical, durante 15 minutos e voltar a deitá-lo. 🙂 Garanto-vos: nunca acordou!
  • Estar presente na vida do bebé o maior tempo possível. Rever prioridades é um aspeto decisivo e, por muito que por vezes nos apetecesse voltar à vida “anterior”, temos que nos mentalizar que tudo mudou e que, agora, somos responsáveis por outro ser humano. Para sempre. Aqui por casa, somos muito retos quanto ao tempo passado em família e não deixamos que o Vi tenha uma dose de mãe e pai abaixo da desejada, seja por razões profissionais, seja por vontades e hobbies, seja por que razão for. Tudo deve ser circunscrito ao seu devido espaço na vida, e tempo para o Vicente é algo não nos há-de faltar. Acreditamos veementemente que é o grande fator que contribui para um desenvolvimento psicológico saudável e que se reflete, por conseguinte, a muitos outros níveis.

E já estamos perante um extensíssimo post!

Se me for lembrando de mais dicas, ou se a experiência me for mostrando novos factos, venho aqui acrescentá-los 🙂

Até já!

Joana

Maternidade e puericultura – MENOS USADOS

Depois da extensa lista de artigos de puericultura que me são muito úteis, venho agora falar-vos um pouco daqueles a que dei menos uso do que esperaria inicialmente, ou mesmo que não achei úteis nem benéficos. É a minha experiência pessoal, claro, e não uma verdade universal.

  •  Purelan

Durante toda a minha gravidez, e até antes, ouvi falar maravilhas acerca desta pomada de lanolina. Como adepta que sou da amamentação, comprei logo e comecei a colocá-la, frequentemente, a partir do terceiro trimestre. Já na altura, tinha que a friccionar e aquecer entre os dedos para que ficasse mais fluida (porque é super espessa e difícil de espalhar) e não me doesse ao colocar. Muito cepticamente, continuei a usar e, mal o Vicente nasceu, redobrei as aplicações. Ora, nem evitou que ficasse cheia de fissuras profundas nos mamilos logo no primeiro dia, nem ajudou, de forma alguma, a sará-las. A verdade é que não se trata de um cicatrizante e, erradamente, olhamos para ela como tal. Valeu-me o Bepanthene Pomada que, não tendo sido um milagre, amenizou um pouco a situação. De referir também que todas as peças de roupa que estiveram em contacto com o Purelan  (camisas de noite que levei para a maternidade e uma série de camisolas e soutiens) ficaram com manchas que não mais saíram… nem lavando a 95 graus com todos os pré-tratamentos que existem por aí…

  • Cinta pós-parto

Não digo que não possa ser útil em situações em que a barriga fica com uma flacidez acrescida, mas a verdade é que, após o parto, com tantas prioridades que se impuseram (e tantas dificuldades com a amamentação que me cegaram para outros temas), não encontrei espaço nem tempo para pegar na cinta e colocá-la. Felizmente tinha sido emprestada e não a vi como um investimento falhado e felizmente, também, a minha barriga voltou ao que era em menos de três semanas. Acredito que em segundas (e posteriores) gravidezes ou em situações em que há um excessivo ganho de peso, a história seja outra e a sua utilidade seja mais evidente.

  • Discos de gel térmico 2 em 1

Comprei os da Philips Avent e, na prática, encontrei vários inconvenientes (que não estão relacionados com a marca, mas com a própria “tecnologia” dos mesmos). Uma vez que a sua utilização é mais necessária no início da prática da amamentação, em que se dá a subida do leite e todos os desconfortos associados, espera-se que se trate de algo muito prático e que consigamos incluir algures numa rotina que, por si só, já tem um ritmo alucinante: alimentar o bebé de 3h em 3h, prestar-lhe todos os cuidados (e são bastantes) aí pelo meio, tratar de nós mesmos, tratar da nossa casa e da nossa vida… E isso não acontece.

Estes discos podem ser utilizados em quente, para melhorar o fluxo de saída do leite aquando da sucção por parte do bebé e diminuir a dor, e em frio, para amenizar (uma vez mais) a dor, mas após o aleitamento. Acontece que, para estarem quentes o suficiente para sentirmos qualquer efeito, têm que ficar imersos em água a ferver (água quente não basta) durante 20 minutos e temos que contar com mais uns 10 ou 15 minutos de utilização… já vamos em 30/35 minutos que precisamos de reservar antes de amamentarmos o bebé. Quem é que consegue dedicar este tempo todo a algo que, francamente, oferece um alívio tão efémero? Usei duas ou três vezes, para não sentir que não tentei, mas foram imediatamente postos de lado.

Em frio, também utilizei apenas uma ou outra vez, isto porque depois de amamentar, não estava disposta a privar o bebé do meu colo para me dedicar ao arrefecimento mamário…

  • Conchas de amamentação 

Também por incentivos múltiplos, resolvi apostar nas conchas de amamentação (da Philips Avent, como sempre prefiro). Teoricamente, estas aliviam a dor nos mamilos, porque permitem que estes fiquem protegidos e não toquem em nada, e ainda conseguem evitar que existam fugas de leite para o soutien (têm um reservatório fechado que o sustem).

Houve várias questões de praticidade que, para mim, não fizeram sentido, sendo que destaco 3 delas: a sua forma, que “obriga” o mamilo a ficar distendido, não voltando à sua posição normal (a posição em que se torna possível sarar eventuais feridas e diminuir a dor); o enorme espaço que ocupam, fazendo com que o soutien fique muito apertado e com que se notem muito, mesmo por cima da roupa (!!) e, por último, o facto de só poderem ser utilizadas durante 20 minutos seguidos… NO WAY! Nem quis acreditar quando li isto nas instruções e, por minha conta e risco (numa altura de dor e sensibilidade hiper-extra-aumentada) mantive-as colocadas durante mais tempo. Não o façam, por favor. Pela pressão constante e pela produção de leite que se foi dando entretanto, fiquei com duas “coisas” (não sei que nome lhes dar) totalmente deformadas. Felizmente voltaram ao normal um tempo depois.

  • Almofadas de hidrogel

“Isto é que é o milagre, as feridas saram logo!”

Utilizei as da Medela (não conheço outras) e nem sei por onde começar… se pelo facto de nunca as ter conseguido colocar perfeitamente, uma vez que o mamilo não é uma superfície plana e a aderência ficar, desde logo, comprometida; se pela infelicidade de não ter tido qualquer melhoria nas feridas após a utilização das quatro almofadas ou se pela indignação ao verificar que as fissuras aumentavam de cada vez que as retirava para amamentar (elas aderem com um efeito de “cola” e puxam a pele ao sair).

Se tiveram melhores experiências do que eu, partilhem-nas! Talvez resulte mesmo com alguém, em alguma circunstância.

  • Discos de amamentação reutilizáveis de algodão

A minha escolha, quando possível, é sempre pelo reutilizável ao invés do descartável. Como tal, na altura de escolher os discos, optei pelos de algodão da Bebé Confort. De facto, são suaves e macios. O inconveniente que me fez colocá-los de lado e preferir os descartáveis foi a grande espessura deles. Ocupavam muito espaço no soutien, o que gerava bastante desconforto e dor pela pressão. Talvez existam outros mais finos no mercado. Eu preferi não arriscar e experimentei os reutilizáveis que, com todas as desvantagens que têm (e são muitas), não me faziam sentir num “colete de forças”.

  • Bomba de extração de leite manual

Foi a primeira bomba que adquiri, uma vez que se tratava de um investimento menor do que aquele que é necessário para uma bomba eléctrica e porque, na verdade, não sabia por quanto tempo, nem em que circunstâncias exactamente, a iria utilizar. De facto, o tempo deixou bem claro que viria a ser a forma viável de “amamentação” aqui por estes lados…

A bomba manual dá bastante jeito, mas apenas para utilizações pontuais. Tal como referi no post anterior, quando é necessário usá-la bastantes vezes, torna-se pouco prática e o processo é mais lento e bastante doloroso para as articulações da mão.

  • Avental de amamentação

Antes de me aventurar pelos caminhos da amamentação, olhava para os aventais como algo indispensável para utilizar em espaços públicos ou aquando da presença de pessoas com quem não estava à vontade. Há, de facto, alguns com uma estrutura armada que cria uma folga na parte superior e permite ao bebé ir respirando ar puro (e nos permite a nós irmos olhando para ele e orientando o processo). Não foi um desses que adquiri e, com os que tinha, sentia que se criava um microclima e o Vi ficava muito quente. Também não conseguia ver o que se passava lá por baixo e atrapalhavam quando precisava de o mover.

  • Almofada de amamentação

A primeira almofada de amamentação que tive, salvou as noites do terceiro trimestre de gravidez. Era daquelas que se dobram ou esticam (ficando em forma de rolo) e, numa altura em que já não encontrava muitas posições possíveis para dormir, sempre ajudava. Já ao amamentar, não me foi muito útil, uma vez que o Vi não ficava na posição mais favorável.

Entretanto, os meses passaram e senti que uma almofada em forma de donut seria útil nesta fase em que estamos agora. O bebezão já se senta com apoio e a almofada dá, efectivamente, o amparo necessário.

Concluindo, considero que as almofadas de amamentação são muito úteis, porém, e no meu caso, não exactamente no seu principal propósito.

  • Cremes: muda da fralda + hidratante corporal

Não entendo a razão que leva algumas mães a colocarem creme de mudança de fralda em todas as mudas, sem que exista alguma lesão/ irritação naquela zona da pele do bebé. Não utilizo, nunca utilizei, e só o irei fazer quando as circunstâncias obrigarem a tal. Devemos confiar um pouco mais na natureza e na capacidade de um bebé ser saudável sem que seja necessário expô-lo a tudo aquilo que o mercado nos apresenta. Não são necessários cremes para tudo, não é necessário um “remédio” para cada coisa. Confiemos. Simplesmente confiemos no sistema imunitário do nosso bebé e sejamos pensantes.

O hidratante corporal utilizei nas primeiras semanas, durante as quais a pele do Vi tinha muitas descamações. Assim que melhoraram, parei e a pele dele está sempre impecável. Voltarei a usar apenas se se revelar realmente necessário.

  • Compressas esterilizadas

Outro item que julgava ser determinante e que raramente utilizei. Foi algo desmistificado ainda na maternidade, quando verifiquei que as enfermeiras higienizavam os olhos dos bebés com compressas normais e, em nenhum momento, utilizavam esterilizadas. Tenho-as guardadas para o caso de surgir a necessidade de limpar/ desinfectar alguma ferida ou zona mais sensível e exposta.

  • Termómetro de água

Nunca considerei essencial, mas o D insistiu e lá comprámos. Se, por um lado, se torna dispensável porque conseguimos, em poucos dias, sentir se a temperatura da água está apropriada ou não, por outro, só o tempo que um termómetro dos mais comuns demora até a detectar (3 minutos) dá para que a mesma desça e já não seja a mais confortável para o bebé. O processo do banho, em particular com bebés muito pequenos, deve ser calmo, porém rápido, para evitar grandes oscilações de temperatura corporal e episódios de irritabilidade.

  • Berço pequeno

O mini berço é um elemento ingrato… ou foi, no nosso caso. Dos poucos exemplos de utilidade vs efemeridade, foi indispensável após o nascimento, porém, rapidamente substituído. Em teoria, este berço é adequando até aos 6 meses e sabemos que a mudança do bebé para o próprio quarto é adiada, por muitos pais, até esta altura ou até posterior. Contudo, nosso caso, esse acontecimento deu-se às 6 semanas. E, às 6 semanas, o bercinho foi arrumado. Ainda assim, com esperança de regressar num médio-prazo 🙂

O modelo que escolhemos, e que acabou por nos ser oferecido, foi o Baby Cradle da Babybjorn. É maravilhoso e de muita, muita qualidade. Aconselho.

  • Alcofa para o carrinho de bebé

Podia ter sido amplamente utilizada. Mas quem adivinha que vai ter um bebé bolçador? Pois é, quando tal acontece, jamais estamos descansados ao vê-lo numa posição totalmente horizontal. Utilizámos a alcofa em situações pontuais, para permitir sestas mais confortáveis fora de casa, porém, raras foram as vezes em que não precisámos de colocar mantas para “elevar a cabeceira”, porque o refluxo não perdoa. Imaginem então a saltitar pela calçada…

E são estes os tristes contemplados. Espero que retirem alguma utilidade desta minha experiência e, em caso de dúvida, penso que mais vale experimentar (mesmo que resulte em fracasso) do que ficar com a sensação de que se poderia ter tentado. A maternidade é uma eterna aprendizagem e nada como ir definindo aquilo que resulta connosco ou que preferimos dispensar 🙂

Até já!

Joana

 

Maternidade e puericultura – MAIS USADOS

Já há algum tempo que queria fazer uma lista de artigos que me foram e ainda são bastante úteis no dia-a-dia de mãe, bem como de outros que, por si só ou pelas circunstâncias do momento, não foram assim tão indispensáveis quanto esperei que pudessem ter sido. São conclusões que vão surgindo com a experiência e, claro, tendo em conta a realidade de cada um. Neste post, conto falar-vos sobre os MUITO UTILIZADOS:

  • Cremes: anti estrias e cicatrização

Em toda a gravidez e pós-parto, selecciono 3 cremes que se revelaram essenciais: Babé Anti estrias (para os dois primeiros trimestres da gravidez), Woman ISDIN Anti estrias (para o terceiro trimestre) e o Bepanthene Pomada (para a irritação e feridas nos mamilos aquando da amamentação; foi o único que amenizou um pouco a situação pouco simpática que vivi). Mesmo tendo tendência para a formação de estrias, posso alegrar-me por ter saído ilesa de todo este processo… nem uma! 🙂 🙂 🙂

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  • Discos de amamentação descartáveis

Muito úteis nos dois primeiros meses após o parto, quando amamentamos. São normalmente muito finos (não causando tanto desconforto quando em contacto com a pele sensível e dorida) e evitam situações embaraçosas numa fase em que a produção de leite ainda não está regulada e acontecem algumas fugas.

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  • Intercomunicador com câmara

Importantíssimo! Sempre o utilizámos durante as sestas do Vicente e, assim que ele passou a dormir no próprio quarto (com 6 semanas), utilizamo-lo também durante a noite. Fica na mesa de cabeceira, com o som baixinho, e nós dormimos com o coração confortado ao saber, a todo o momento, que está tudo bem.

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Monitor Houzetek

  • Termómetro com infravermelhos

Um termómetro é sempre um must have. Quando utilizado num bebé, que se mexe muito e não tem a capacidade de o suster, no mesmo local, durante uma série de segundos,  torna-se mais fácil se optarmos por um modelo com infravermelhos. Estes são fiáveis e temos apenas que ter em atenção que a temperatura obtida difere da axilar (mais 0,5º a 1º, consoante o modelo).

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Xiaomi Mi Home iHealth

  • Bomba de extração de leite eléctrica

Há muitos motivos que nos podem levar a extrair leite com uma bomba: produção em excesso que não queremos desperdiçar e aproveitamos para congelar para datas futuras; dificuldades temporárias, ou mesmo definitivas, com a amamentação direta (o meu caso…); necessidade de colocação de espessante para reduzir o refluxo do bebé (o meu caso…); afastamento do bebé por razões várias, nomeadamente quando se retoma a rotina profissional, etc, etc, etc…

As bombas manuais são úteis para utilizações esporádicas, porém, quando precisamos de extrair leite com mais frequência, tornam-se pouco práticas (uma vez que exige que tenhamos as duas mãos ocupadas) e até desconfortáveis (lembro-me de ficar com dores fortes nas mãos de tanto pressionar o manípulo). As eléctricas são mais cómodas e permitem-nos, numa boa parte do processo de extração, ficar com uma mão livre. Também não nos cansamos de tanto bombear e acaba por ser mais rápido.

No meu caso, que retiro leite três vezes ao dia, demoro cerca de 40 minutos, com a bomba eléctrica, para conseguir uns 220/240ml.

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Bomba eléctrica Philips Avent

  • Aquecedor de biberões

Para quem extrai leite e o conserva no frigorífico, o aquecedor de biberões é a forma mais rápida, segura e eficaz de o preparar quando chega a hora. Por aqui, aquecemos sempre o biberão durante 4 minutos, na temperatura máxima, de forma a que os 180/200ml de leite que o Vi bebe fiquem tépidos.

Também aquecemos neste pequeno aparelho a sopa diária e a fruta (quando cozida a vapor no dia anterior e conservada no frio). Os 200ml de sopa ficam mornos em 14 minutos e a fruta em 2/3 minutos.

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Aquecedor de biberões rápido – Philips Avent

  • Escorredor de biberões

…de biberões, de copos de armazenamento, de peças da bomba. Um escorredor apropriado poupa a nossa cozinha de uma bagunça descomunal. Foi um item que adquirimos após sentirmos a necessidade de organizar a bancada e evitar aqueles “castelos de cartas” em cima do escorredor de loiça comum (as “cartas” estavam sempre a cair em avalanche). Há muitos à venda; este, asseguro-vos que dá muito, muito jeito.

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Escorredor Philips Avent

 

 

 

 

  • Copos de armazenamento/ sacos de armazenamento de leite materno

Tanto os copos, como os sacos, são úteis para armazenar o leite materno. Costumo utilizar os sacos para congelar leite (quando estou na rua, dou sempre leite artificial ao Vi, o que faz com que fique com um excesso de leite materno reservado; nesses casos, opto por congelar algum). Os copos, com o respectivo adaptador, acoplo-os à bomba extratora quando a uso e, daí, partem diretamente para o frigorífico, onde conservo quase sempre o leite, que é normalmente consumido no mesmo dia em que o extraio. Também utilizo estes últimos para conservar a sopa e a fruta, quer no frio, quer no congelador. O facto de ambos terem linhas medidoras e de dar para escrever na sua face exterior, tornam-nos muito práticos.

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Copos e sacos armazenamento Philips Avent

 

 

 

 

  • Tetinas de fluxo variável

Já repararam que os bebés têm intensidades de sucção diferentes ao longo da mesma refeição? Por aqui, com um bebé hiper sôfrego, ocorriam situações em que a agitação era tanta por não sair a quantidade de leite desejada na velocidade pretendida, que as refeições se tornavam num momento penoso de se ver. Ainda para mais, com um leite espessado. Ora, qual a necessidade? As tetinas de fluxo variável permitem 3 velocidades diferentes (roda-se apenas o biberão no seu todo, de forma a alinhar o indicador de velocidade que queremos com o nariz do bebé) e o leite já não fica “entupido” nos furinhos normalmente muito estreitos das tetinas normais. Esta solução apenas está indicada para bebés com mais de 3 meses.

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Tetina Natural de fluxo variável Philips Avent

  • Mala/ lancheira térmica

Muito útil para quem quer transportar qualquer alimento que precise de estar sempre muito bem acondicionado, protegido do calor e da luz e, até, com placas refrigeradoras. Utilizamos bastante quando saímos e levamos o “meu leite” (só acontece quando vamos para um local onde é possível armazená-lo e, posteriormente, aquecê-lo) e também quando o dia está muito quente e levamos connosco biberões com água onde será diluída a fórmula em pó e não queremos que a mesma aqueça (utilizamo-la sempre à temperatura ambiente).

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Thermo lunchbox – Peter Rabbit (Little Cloud)

  • Trocadores/ muda fraldas descartáveis

…uma descoberta recente! Tínhamos dois trocadores portáteis, muito bonitos, que nos ofereceram. Um deles, utilizávamos em casa, por cima do trocador fixo; o outro, ainda não tínhamos estreado porque dava pena levá-lo para o exterior e sujá-lo em locais públicos. A grande desvantagem de ambos era serem muito grandes, ocupando muito espaço na mala de maternidade. Acabávamos por usar um terceiro, muito básico, que tinha vindo como oferta na compra da dita mala. Esse terceiro, um dia, ficou esquecido num qualquer local… Ora, na procura por uma solução idêntica, deparei-me (na Tiger) com um conjunto de trocadores portáteis, a um preço muito simpático. Dessa forma, conseguimos uma opção que ocupa pouquíssimo espaço (nenhum, na verdade) e que, embora seja “descartável”, pode ser utilizada inúmeras vezes, tal como os outros!

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Trocadores da Flying Tiger

  • Artigos de higiene e cuidados do bebé

Água lavante, gel de banho e hidratante facial. Para mim, os essenciais. A água lavante, utilizamo-la numa solução (1 medida da mesma para 5 medidas de água corrente) que colocamos num borrifador destinado às trocas de fralda; também a utilizamos no seu estado puro para higienizar, regularmente, as mãos do Vicente (que estão sempre na boca 🙂 ).

O gel de banho e o hidratante facial, fazem parte da rotina diária do banho. Uso o hidratante apenas porque o Vi tem sempre uma ou outra descamação e alguns arranhões na cara, resultantes de investidas das próprias unhas que, por mais que sejam cortadas e limadas, estão sempre afiadas!

Gama de primeiros cuidados do bebé –  Uriage

  • Gama Uriage DS

Para bebés que, em algum momento, apresentam crosta láctea, esta é a solução mais maravilhosa que existe. No momento em que me apercebi que o Vi tinha alguma, utilizei o que, comummente, é apontado como eficaz: óleo de amêndoas doces. Ora, facilitou um pouco a remoção das “crostas”, mas deixou quase um escalpe na pele do bebezão, por muito gentil que eu tivesse sido. E, passados dois dias, estava igual (ainda para mais, com bastante cabelo a ajudar no processo…).

Procurámos por uma solução mais diferenciada e encontrámos a gama DS da Uriage. Consiste num creme que deve ser aplicado na cabeça antes de o bebé dormir e actuar durante toda a noite e num champô apropriado para o uso diário (durante o período de tratamento e mesmo depois, quando há uma clara tendência para a formação de crosta láctea, que pode acontecer até que o bebé tenha 1 ano de idade). Remédio santo! Com uma única utilização, acordou com a pele impecável, quase como que por magia. Dias mais tarde, teve uma ou duas recidivas localizadas, mas aplicámos novamente o creme e desapareceram de imediato. Até hoje, nunca mais teve nada (continuamos a utilizar o champô que, dada a quantidade mínima que é necessária diariamente, deve durar até que o Vi tenha 1 ano) 🙂

Champô e creme Uriage

  • Banheira alta

O tema “banheira”, aquando da preparação do quarto do Vi, nunca foi muito discutido entre nós, uma vez que tínhamos uma ideia muito clara daquilo que queríamos: uma peça com função única (e não aqueles trocadores com banheira incluída que se tornam pouco práticos), ergonómica e segura para o bebé, confortável para nós e mais ou menos da mesma altura que o nosso trocador, para facilitar a saída do bebé para a toalha. Idealmente, teria também que ocupar pouco espaço, uma vez que esteticamente é mais agradável e o quarto é pequeno.

Encontrámos a solução perfeita: o conjunto de banheira e suporte da Shnuggle. Não só tem tudo o que procurávamos, como ainda permite dobrar o suporte e arrumar (não o costumamos fazer, na verdade, mas dá jeito). O facto de ter uma lomba que evita que o bebé deslize e um apoio dorsal anti derrapante faz com que o Vi se sinta sempre muito seguro e aconchegado. Pelo design compacto, precisa apenas de 2L de água para um banho, a qual permanece quente durante mais tempo do que numa banheira “normal”.

 

  • Compressas tecido não tecido

São muito suaves e as nossas favoritas para as trocas de fraldas de xixi. Utilizamos o spray com água lavante de que vos falei acima e passamos uma compressa para secar. São igualmente úteis e adequadas para a higiene facial após o banho. Outro must have aqui em casa.

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Compressas Wells

  • Fraldas de algodão e musselinas

Quando queremos ser minimalistas e comprar poucos artigos para o bebé, podemos cair no erro de não ter um bom stock de alguns essenciais, como as musselinas. Asseguro-vos de que são determinantes ao longo de vários momentos ao longo do dia, principalmente nos primeiros meses e se tiverem (como eu) um bebé que bolce muito. Salvam trocas de roupa constantes e podem até ser utilizadas para aconchegar o bebé quando este está a tentar adormecer.

Começámos por ter um conjunto de 8, mas rapidamente concluímos que eram necessárias em maior número, ou teríamos que fazer uma máquina de roupa todos os dias. Penso que tenhamos actualmente entre 16 e 20 unidades. Pelo caminho, desfizemo-nos de algumas que largavam muito pêlo e contaminavam as outras roupas aquando da lavagem… tenham sempre em atenção a qualidade do algodão e desconfiem de preços demasiado baixos.

  • Babetes e bandanas

Comprem à confiança, nunca são demais! É claro que estou a hiperbolizar, mas não se admirem se, no final de um dia, tiverem utilizado 4 ou 5 babetes. Se o bebé for bolçador, babetes maiores e com revestimento impermeável dão muito jeito e o fecho em velcro ou com molas de pressão torna-se mais prático do que aqueles com fitas que temos que atar.

Após as refeições, para manter a roupa protegida de fugas de leite ou saliva, as bandanas são úteis e não incomodam o bebé pelo material (que normalmente é algodão) nem pela forma (mais pequena e leve).

  • Bodies, bodies e mais bodies… e babygrows

Se, antes de termos o bebé, idealizávamos que lhe íamos vestir diariamente aquelas roupinhas cheias de pormenores e botõezinhos, folhinhos e debruns, assim que ele nasceu, percebemos que os bodies e os babygrows bem simples e sem adornos é que salvam os dias passados em casa. Os bebés devem estar confortáveis a todo o momento; já bastam os desconfortos próprios do crescimento e pelos quais eles têm mesmo que passar.

Em casa, a roupa do Vi circunscreve-se essencialmente a estas duas peças, que fazemos questão que sejam 100% em algodão e com as molas de pressão na parte da frente (muitas vezes, quando são apertadas atrás, marcam a pele do bebé quando este está encostado… que, nos primeiros meses, é quase sempre).

Guardamos as peças mais bonitas (e até estas têm que ser confortáveis, atenção!) para as saídas à rua e, mesmo assim, muitas vezes sai aperaltado e regressa de body 🙂

É claro que, com esta priorização do conforto, houve muita roupa linda que ficou por estrear. Fica para o próximo 🙂

  • Ninho

O ninho, para o Vicente, marcou o início das noites bem dormidas. Inicialmente, utilizávamos um que nos foi emprestado por uns amigos e o bebezão dormia lá (e muito bem) as sestas do dia. De noite, dormia num bercinho para recém nascidos e o que é facto é que se mexia muito mais e parecia “perdido” em tanta área disponível, tendo em conta o espaço que o pequeno corpinho dele ocupava. Um dia, lembrámo-nos de colocar o ninho dentro do berço. Tudo mudou. Foi toda uma nova tranquilidade no sono noturno. Soubemos, de imediato, que o ninho era uma opção para manter por algum tempo. Aos 2 meses (já com o Vi  a dormir no próprio quarto), aquele que nos tinham emprestado tornou-se pequeno e logo adquirimos outro para bebés maiores e que durou até há 3 semanas atrás, altura em que, pela necessidade de mobilidade maior, tivemos que optar por outra solução e que é o ponto seguinte.

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Ninho – Little Cloud

  • Rolos de natação

Assim que o Vicente começou a mexer-se mais e a querer virar-se de lado para dormir, o ninho tornou-se estreito demais, o que o incomodava. Precisávamos então de “algo” que constituísse uma barreira para quedas da cama, mas que não fosse tão limitador do movimento e até da visão como as barreiras comuns que se vendem por aí. Pensámos em almofadas de rolo, feitas à medida, mas também essas tinham sempre um diâmetro muito grande. Até que o maridão, sempre prático e visionário, se lembrou dos rolos de natação. Que solução perfeita! Colocámo-los por baixo do resguardo, presos entre eles com uma fita de tule (para que não se afastem demasiado um do outro) e voilá! É claro que foi necessária uma semana para que o Vi se adaptasse à nova realidade “sem ninho”, mas ultrapassada a estranheza inicial , dorme serenamente a sua noite inteirinha 🙂

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  • Cadeira de refeição evolutiva

Super útil, super confortável. Na escolha por uma cadeira de refeição, preferimos uma que acompanhasse o crescimento do bebé e que fosse feita de um material natural, neste caso, a madeira. Não podíamos estar mais contentes. O Vi usa-a desde os 4 meses (altura em que começou a comer puré de legumes ao almoço) e a forma da mesma permite-lhe estar sentado direito e com os pés apoiados (mesmo ainda não se sentando sozinho sem apoio quando está fora dela). É indicada a partir dos 6 meses, porém, desde que o bebé já se endireite bem sozinho e ajustemos o cinto de segurança, não há qualquer problema em utilizá-la mais cedo.

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Cadeira Safety 1st – Bebitus

 

E, para já, foram os items que me ocorreram como sendo os mais úteis/ mais usados/ mais indispensáveis. Conto ir aumentando esta lista à medida que os meses vão passando 🙂

De seguida, preparem-se, porque vem outro testamento, desta vez com os items que usei pouco/ não usei/ eram dispensáveis.

Até já!

Joana