A nossa escolha – carrinho de bebé YOYO+ (Babyzen)

Muitas pessoas nos perguntam, espantadas, que carrinho de bebé é aquele que nós estamos a usar e que é tão prático.

Mal soubemos da existência desta preciosidade (aconteceu antes de eu, sequer, engravidar), decidimos que havia de ser a escolha para o transporte do nosso bebé.

Apresento-vos o YOYO+, o carrinho com a estrutura mais pequena do mercado 🙂

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A escolha por um carrinho de passeio depende, naturalmente, do estilo de vida e necessidades de cada um. No nosso caso, pretendíamos uma opção, primeiro que tudo, que evitasse todos aqueles constrangimentos que estávamos habituados a ver na vida de outros casais com bebés: estruturas difíceis de abrir e fechar (alguns até requerem que se montem/ desmontem peças!), carrinhos pesados, carrinhos com rodas plásticas e barulhentas, carrinhos com suspensões muito rígidas, carrinhos que mal cabem em bagageiras de automóveis médios (ou ocupam metade de bagageiras grandes)… e por aí em diante. E, claro, queríamos algo com muita qualidade. Os nossos bebés percorrem kms sobre aquelas rodas!

Asseguro-vos que não estou a fazer qualquer tipo de publicidade contratada 🙂 O YOYO+ responde a todas essas exigências e pode ser utilizado com/ sob a forma de:

  • Alcofa

Mas uma alcofa que se dobra e desdobra, ficando mínima quando fechada. Nada daquelas alcofas rígidas, enormes, que ocupam tanto espaço que nem dão vontade de usar. E é tão, tão confortável!

  • Cadeira auto/ ovo

A Babyzen tem uma parceria com algumas marcas, entre elas a Besafe (a eleita por nós) e a cadeira auto que utilizamos é a iZi Go (está na lista das 10 mais seguras e tem uma capota enorme, ótima para proteger do sol e do vento e que dispensa até a utilização de capas plásticas em dias de chuva). Esta pode ser utilizada em simultâneo com a alcofa, que fica dobrada por baixo (podem ver na imagem lá em cima).

  • Carrinho de passeio

Muito prático, com uma boa capota, reclinável e muito confortável para o bebé. A sua utilização é aconselhável, apenas, a partir dos 5/6 meses. Penso que o Vicente a vá experimentar um pouco antes, logo logo que tiver total firmeza no pescoço 😉

A melhor característica deste carrinho, e que o diferencia de todos os outros, é o gesto único, fácil e rápido de abrir e fechar. Precisamos apenas de uma mão e até podemos estar com o bebé ao colo na outra! O tamanho dele fechado chega a gerar alguma incredulidade: 52 x 44 x 18 cm. E pesa 6,2Kg (leram bem, 6,2kg!). E é o único carrinho certificado como bagagem de mão na aviação.

Da nossa experiência nestes 3 meses de uso, destaco então os pontos acima como as maiores vantagens. Junto a elas o conforto que a alcofa confere (dá para sonecas longas muito descansadas) e a facilidade com que o empurramos, tanto em piso liso, como em calçada. E não é por ter rodas pequenas que o bebé “saltita” mais; a suspensão é muito eficaz e torna a viagem muito smooth. Outras vantagens são o espaçoso e acessível cesto de arrumação que tem por baixo e a quantidade de acessórios disponíveis (desde chapéus de sol a capas de chuva, redes mosquiteiras, peças para colocar o copo, …). Por fim, como já devem ter concluído, dispensa a compra do salvador “carrinho de bengala” quando a paciência para transportar um mono se esgota!

 

 

A única desvantagem que identificámos nele (e deve-se, apenas, ao “reverso da medalha” de ter rodas pequenas) foi a dificuldade que tivemos em empurrá-lo num piso com uma altura considerável de brita/ areia. Não há milagres, as rodas tendem a enterrar 😉 Mas nada que o acto de o puxar ao invés de empurrar não resolva. Ainda assim, se a ideia é levar o carrinho de bebé para o meio do areal da praia ou de parques de areia ou brita, talvez não seja a solução mais adequada.

Por fim, o YOYO+ está a venda apenas nas lojas Totikids e o preço do conjunto (alcofa + cadeira auto + carrinho de passeio) ronda os 970€.

 

Espero que este post tenha sido útil e que dê uma ajudinha na escolha do carrinho que pretendem para o vosso filho/a 🙂

Com este, garanto-vos que vão muito bem servidos!

Aqui fica o vídeo de apresentação dele: https://youtu.be/ys5Wak21Djg

 

Até breve!

Joana

O segundo mês

Deixei de ter um recém-nascido!

Pois é, o bebé pequenino, com vontades e necessidades ainda pouco expressas, cresceu! Não me refiro ao tamanho propriamente dito, porque continua pequeno (embora a escalar veementemente alguns percentis 😀 ), mas a uma série de evoluções que o tornam, agora, num ser fascinante, com acções intencionais e uma graça enorme em tudo o que faz 🙂

O primeiro sorriso “de verdade” deu-se no início deste segundo mês e marcou toda uma nova forma de relação entre nós, pais, e o Vicente. As idas ao trocador passaram a ser uma diversão e uma oportunidade de comunicação muito mais eficaz! Aqueles desconfortos com o pós-banho e mesmo com o acto de despir para trocar a fralda deixaram de existir, pelo simples facto de o Vi já conseguir entender e moldar o seu comportamento perante diálogos apaziguadores e serenos da nossa parte (com mil sorrisos pelo meio, sempre!).

 

E o olhar? Que diferença no olhar! Passou a seguir-nos para todo o lado, a seguir a Camila (nossa cadela), bem como tudo aquilo que lhe chamava a atenção. E começou a procurar o nosso próprio olhar, terminando ou num franzir de testa (aquela expressão de pensamento profundo de que vos falei num post anterior) ou numa risada 🙂

Outro marco muito importante, e do qual vos quero falar depois com muito mais pormenor, foi a passagem para o próprio quarto durante a noite. Fizemo-la no dia 6 de Junho, altura em que o Vi fazia cerca de um mês e meio. Gostaríamos que tivesse acontecido logo no final no primeiro mês, mas confesso que alguns receios prevaleceram. Precisámos de mais uns dias para “garantir” (nunca é garantido, na verdade…), que as grandes regurgitações não aconteciam com tanta frequência durante a noite.

Foi também nesta altura que os intervalos entre refeições passaram de 3h-3h para 4h-4h ou mesmo 5h-5h. Mantivemos o esquema da noite: até às 06h00, o D assegurava as mesmas e, a partir daí, entrava eu. Foi um mês bastante cansativo, muito porque o D começou a trabalhar. Por um lado, estas noites com uma grande privação de sono desgastavam-no enormemente, por outro, os dias quase inteiros passados sozinha com o Vi também me levavam a uma certa exaustão. Mas nada que uma boa equipa, com membros motivados e felizes, não aguente!

 

No que respeita à alimentação propriamente dita, mantivemos o padrão do mês anterior. O bebezão continua quase exclusivamente a beber leite materno. Retiro-o com a bomba, três (por vezes, quatro) vezes por dia, assegurando 5 dos 6 biberões diários. É aborrecido, é verdade, e priva-nos de alguns planos mais ambiciosos de saídas de casa. Ainda assim, é por um bem maior e é isso que me move e me faz continuar com o mesmo afinco. Cada dia com o meu leite, é um dia a mais com todas as vantagens que o mesmo traz consigo. Uma das últimas leituras que fizemos foi a de alguns artigos e estudos OMS, relativamente a esse mesmo tema. Dêem uma espreitadela e ficarão surpreendidos com a quantidade de relações entre aleitamento materno e uma série de aspectos positivos vida fora!

Neste mês, passámos também por 2 móbiles diferentes – o dos octaedros (o Vi delirava com ele!) e o Gobbi. Foi mais desafiante captar a atenção sustentada para este último, tendo acontecido mais perto do final do mês e com alguma “ajudinha” da nossa parte, movendo as bolinhas de lã de uma forma mais “entusiasta” 🙂 Normalmente, o tempo dedicado ao móbile acontecia da parte da manhã, altura em que a disposição e energia do Vi o permitiam durante um período mais alargado. Aproveitávamos também, de seguida, para o colocar de barriga para baixo, exercitando os músculos do pescoço.

 

Outra coisa que introduzimos e tornámos algo rotineira foi a música, em especial a música clássica. No Spotify encontrámos uma playlist maravilhosa – Mozzart for Babies e, desde então, tem sido a banda sonora da nossa “ginástica intestinal” (como gostamos de a chamar) 🙂 bem como de alguns momentos de relaxamento durante o dia.

Quanto aos passeios fora de casa, tornaram-se um pouco mais frequentes e, além do carrinho de bebé, passámos a utilizar um porta-bebés (da ergobaby que, desde já, recomendo!) que se revela uma opção bem mais prática e funcional para pequenas distâncias. No nosso caso, optámos pelo modelo Adapt.

 

 

E o problema de resumir o mês anterior estando já no final da primeira semana do mês seguinte é querer desenfreadamente contar-vos novidades e novas conquistas recentes! Mas vou aguentar-me e guardá-las para posts posteriores 🙂

 

Até já!

Joana

Montessoriando pelo IKEA

Sabem quando as opções mais simples estão à porta de nossa casa e nem nos apercebemos disso? Senti isso com o IKEA, enquanto procurava por soluções “montessorianas” para o quartinho do Vi, fossem elas brinquedos, mobiliário, decoração…

Aproveitando uma visita durante esta semana à loja, dediquei uma parte do tempo a fotografar, para formar um pequeno álbum dessas opções, seja para vos dar a conhecer, seja para nós próprios nos lembrarmos do que lá existe quando pensarmos em adquirir mais qualquer coisinha 🙂 Na verdade, houve muito poucas zonas da área infantil que escaparam à objectiva!

 

  • Brinquedos

Como sabemos, a filosofia de Montessori privilegia a utilização de brinquedos com boa qualidade e de materiais naturais, ao invés dos de plástico, não apenas pela experiência sensorial mais rica, mas também porque a criança aprende a valorizar a beleza dos materiais nobres e a Natureza a partir da qual os mesmos são produzidos. Além disso, o tipo de utilização que se dá a um brinquedo de madeira ou tecido, por exemplo, deverá ser muito mais cuidada do que aquela que se pode dar a um qualquer objecto de plástico, sendo este quase indestrutível. E nós queremos ensinar as nossas crianças a serem cuidadosas no trato, seja consigo mesmas, com as pessoas/ animais/ natureza que as rodeia, seja com o ambiente e os materiais que o compõem.

O IKEA disponibiliza dezenas de brinquedos de madeira e tecido e alguns (poucos) de plástico, na verdade. Ainda assim, independentemente da matéria-prima, todos eles apresentam um propósito e podem beneficiar no desenvolvimento cognitivo e motor do bebé/ criança. Não encontramos na loja aqueles brinquedos multi-estímulos, de plástico, que entretêm a mente e nada acrescentam à mesma. Além disso, encontramos muitas réplicas realistas de uma série de artigos que são utilizados na vida real – loiças, mobiliário, peluches… tão importantes, principalmente até aos 6 anos da criança!

 

  • Mobiliário

Desde camas baixinhas para crianças pequenas, a cómodas adaptadas, móveis de arrumação, estantes e espelhos, no IKEA encontramos uma série de soluções para um quarto típico “montessoriano”. Além da quantidade de oferta, existe a vantagem da qualidade dos materiais (não é best, mas é muitíssimo aceitável para o tempo que vão servir) e do preço dos artigos, que é bastante baixo comparando com a concorrência e nos permite ter uma maior capacidade de desapego (não confundir com despesismo!) quando chegar a altura de substituir. O ex-libris, a meu ver, é a oferta de mesinhas e cadeiras pequenas – as opções são muitas e todas elas podem fazer sentido e ajustar-se a um determinado espaço/ contexto.

 

  • Artes/ artigos diversos

Também a secção de desenho e artes plásticas a loja nos oferece algumas opções – folhas texturizadas,  tintas acrílicas, aguarelas, canetas e lápis de cor, carimbos, marcadores… até aventais para proteção da roupa!

Além disso, foi com muita satisfação que encontrei elementos de utilização diária exactamente iguais aos dos adultos, porém, com o tamanho adequado para um bebé ou criança – neste caso, conjuntos de talheres, que era algo que procurava há algum tempo. Um dos desafios durante o crescimento dos nossos filhos, a meu ver, é justamente a introdução destes elementos “reais” que em nada facilitam a vida dos pais, mas que em tudo são fundamentais para o ganho de autonomia, responsabilidade pelas ações e coordenação motora, em particular dos movimentos finos. Incluem-se não só os talheres de metal/ aço, como também os pratos de cerâmica e os copos e jarros de vidro. Mais uma vez, os materiais de plástico não transmitem uma sensação real que induza a criança a desenvolver cuidado para com o ambiente que a rodeia.

 

Gostava, num dos próximos posts, de vos falar em soluções de outras duas lojas que, frequentemente, apresentam brinquedos e objetos muito adequados a ambientes pedagógicos. Revelar-vos-ei também a nossa wishlist de alguns artigos não tão fáceis de encontrar, mas que são utilizados em salas de aprendizagem Montessori e cuja importância e eficácia já é sobejamente reconhecida 🙂

 

Até já!

Joana