Maternidade e puericultura – MENOS USADOS

Depois da extensa lista de artigos de puericultura que me são muito úteis, venho agora falar-vos um pouco daqueles a que dei menos uso do que esperaria inicialmente, ou mesmo que não achei úteis nem benéficos. É a minha experiência pessoal, claro, e não uma verdade universal.

  •  Purelan

Durante toda a minha gravidez, e até antes, ouvi falar maravilhas acerca desta pomada de lanolina. Como adepta que sou da amamentação, comprei logo e comecei a colocá-la, frequentemente, a partir do terceiro trimestre. Já na altura, tinha que a friccionar e aquecer entre os dedos para que ficasse mais fluida (porque é super espessa e difícil de espalhar) e não me doesse ao colocar. Muito cepticamente, continuei a usar e, mal o Vicente nasceu, redobrei as aplicações. Ora, nem evitou que ficasse cheia de fissuras profundas nos mamilos logo no primeiro dia, nem ajudou, de forma alguma, a sará-las. A verdade é que não se trata de um cicatrizante e, erradamente, olhamos para ela como tal. Valeu-me o Bepanthene Pomada que, não tendo sido um milagre, amenizou um pouco a situação. De referir também que todas as peças de roupa que estiveram em contacto com o Purelan  (camisas de noite que levei para a maternidade e uma série de camisolas e soutiens) ficaram com manchas que não mais saíram… nem lavando a 95 graus com todos os pré-tratamentos que existem por aí…

  • Cinta pós-parto

Não digo que não possa ser útil em situações em que a barriga fica com uma flacidez acrescida, mas a verdade é que, após o parto, com tantas prioridades que se impuseram (e tantas dificuldades com a amamentação que me cegaram para outros temas), não encontrei espaço nem tempo para pegar na cinta e colocá-la. Felizmente tinha sido emprestada e não a vi como um investimento falhado e felizmente, também, a minha barriga voltou ao que era em menos de três semanas. Acredito que em segundas (e posteriores) gravidezes ou em situações em que há um excessivo ganho de peso, a história seja outra e a sua utilidade seja mais evidente.

  • Discos de gel térmico 2 em 1

Comprei os da Philips Avent e, na prática, encontrei vários inconvenientes (que não estão relacionados com a marca, mas com a própria “tecnologia” dos mesmos). Uma vez que a sua utilização é mais necessária no início da prática da amamentação, em que se dá a subida do leite e todos os desconfortos associados, espera-se que se trate de algo muito prático e que consigamos incluir algures numa rotina que, por si só, já tem um ritmo alucinante: alimentar o bebé de 3h em 3h, prestar-lhe todos os cuidados (e são bastantes) aí pelo meio, tratar de nós mesmos, tratar da nossa casa e da nossa vida… E isso não acontece.

Estes discos podem ser utilizados em quente, para melhorar o fluxo de saída do leite aquando da sucção por parte do bebé e diminuir a dor, e em frio, para amenizar (uma vez mais) a dor, mas após o aleitamento. Acontece que, para estarem quentes o suficiente para sentirmos qualquer efeito, têm que ficar imersos em água a ferver (água quente não basta) durante 20 minutos e temos que contar com mais uns 10 ou 15 minutos de utilização… já vamos em 30/35 minutos que precisamos de reservar antes de amamentarmos o bebé. Quem é que consegue dedicar este tempo todo a algo que, francamente, oferece um alívio tão efémero? Usei duas ou três vezes, para não sentir que não tentei, mas foram imediatamente postos de lado.

Em frio, também utilizei apenas uma ou outra vez, isto porque depois de amamentar, não estava disposta a privar o bebé do meu colo para me dedicar ao arrefecimento mamário…

  • Conchas de amamentação 

Também por incentivos múltiplos, resolvi apostar nas conchas de amamentação (da Philips Avent, como sempre prefiro). Teoricamente, estas aliviam a dor nos mamilos, porque permitem que estes fiquem protegidos e não toquem em nada, e ainda conseguem evitar que existam fugas de leite para o soutien (têm um reservatório fechado que o sustem).

Houve várias questões de praticidade que, para mim, não fizeram sentido, sendo que destaco 3 delas: a sua forma, que “obriga” o mamilo a ficar distendido, não voltando à sua posição normal (a posição em que se torna possível sarar eventuais feridas e diminuir a dor); o enorme espaço que ocupam, fazendo com que o soutien fique muito apertado e com que se notem muito, mesmo por cima da roupa (!!) e, por último, o facto de só poderem ser utilizadas durante 20 minutos seguidos… NO WAY! Nem quis acreditar quando li isto nas instruções e, por minha conta e risco (numa altura de dor e sensibilidade hiper-extra-aumentada) mantive-as colocadas durante mais tempo. Não o façam, por favor. Pela pressão constante e pela produção de leite que se foi dando entretanto, fiquei com duas “coisas” (não sei que nome lhes dar) totalmente deformadas. Felizmente voltaram ao normal um tempo depois.

  • Almofadas de hidrogel

“Isto é que é o milagre, as feridas saram logo!”

Utilizei as da Medela (não conheço outras) e nem sei por onde começar… se pelo facto de nunca as ter conseguido colocar perfeitamente, uma vez que o mamilo não é uma superfície plana e a aderência ficar, desde logo, comprometida; se pela infelicidade de não ter tido qualquer melhoria nas feridas após a utilização das quatro almofadas ou se pela indignação ao verificar que as fissuras aumentavam de cada vez que as retirava para amamentar (elas aderem com um efeito de “cola” e puxam a pele ao sair).

Se tiveram melhores experiências do que eu, partilhem-nas! Talvez resulte mesmo com alguém, em alguma circunstância.

  • Discos de amamentação reutilizáveis de algodão

A minha escolha, quando possível, é sempre pelo reutilizável ao invés do descartável. Como tal, na altura de escolher os discos, optei pelos de algodão da Bebé Confort. De facto, são suaves e macios. O inconveniente que me fez colocá-los de lado e preferir os descartáveis foi a grande espessura deles. Ocupavam muito espaço no soutien, o que gerava bastante desconforto e dor pela pressão. Talvez existam outros mais finos no mercado. Eu preferi não arriscar e experimentei os reutilizáveis que, com todas as desvantagens que têm (e são muitas), não me faziam sentir num “colete de forças”.

  • Bomba de extração de leite manual

Foi a primeira bomba que adquiri, uma vez que se tratava de um investimento menor do que aquele que é necessário para uma bomba eléctrica e porque, na verdade, não sabia por quanto tempo, nem em que circunstâncias exactamente, a iria utilizar. De facto, o tempo deixou bem claro que viria a ser a forma viável de “amamentação” aqui por estes lados…

A bomba manual dá bastante jeito, mas apenas para utilizações pontuais. Tal como referi no post anterior, quando é necessário usá-la bastantes vezes, torna-se pouco prática e o processo é mais lento e bastante doloroso para as articulações da mão.

  • Avental de amamentação

Antes de me aventurar pelos caminhos da amamentação, olhava para os aventais como algo indispensável para utilizar em espaços públicos ou aquando da presença de pessoas com quem não estava à vontade. Há, de facto, alguns com uma estrutura armada que cria uma folga na parte superior e permite ao bebé ir respirando ar puro (e nos permite a nós irmos olhando para ele e orientando o processo). Não foi um desses que adquiri e, com os que tinha, sentia que se criava um microclima e o Vi ficava muito quente. Também não conseguia ver o que se passava lá por baixo e atrapalhavam quando precisava de o mover.

  • Almofada de amamentação

A primeira almofada de amamentação que tive, salvou as noites do terceiro trimestre de gravidez. Era daquelas que se dobram ou esticam (ficando em forma de rolo) e, numa altura em que já não encontrava muitas posições possíveis para dormir, sempre ajudava. Já ao amamentar, não me foi muito útil, uma vez que o Vi não ficava na posição mais favorável.

Entretanto, os meses passaram e senti que uma almofada em forma de donut seria útil nesta fase em que estamos agora. O bebezão já se senta com apoio e a almofada dá, efectivamente, o amparo necessário.

Concluindo, considero que as almofadas de amamentação são muito úteis, porém, e no meu caso, não exactamente no seu principal propósito.

  • Cremes: muda da fralda + hidratante corporal

Não entendo a razão que leva algumas mães a colocarem creme de mudança de fralda em todas as mudas, sem que exista alguma lesão/ irritação naquela zona da pele do bebé. Não utilizo, nunca utilizei, e só o irei fazer quando as circunstâncias obrigarem a tal. Devemos confiar um pouco mais na natureza e na capacidade de um bebé ser saudável sem que seja necessário expô-lo a tudo aquilo que o mercado nos apresenta. Não são necessários cremes para tudo, não é necessário um “remédio” para cada coisa. Confiemos. Simplesmente confiemos no sistema imunitário do nosso bebé e sejamos pensantes.

O hidratante corporal utilizei nas primeiras semanas, durante as quais a pele do Vi tinha muitas descamações. Assim que melhoraram, parei e a pele dele está sempre impecável. Voltarei a usar apenas se se revelar realmente necessário.

  • Compressas esterilizadas

Outro item que julgava ser determinante e que raramente utilizei. Foi algo desmistificado ainda na maternidade, quando verifiquei que as enfermeiras higienizavam os olhos dos bebés com compressas normais e, em nenhum momento, utilizavam esterilizadas. Tenho-as guardadas para o caso de surgir a necessidade de limpar/ desinfectar alguma ferida ou zona mais sensível e exposta.

  • Termómetro de água

Nunca considerei essencial, mas o D insistiu e lá comprámos. Se, por um lado, se torna dispensável porque conseguimos, em poucos dias, sentir se a temperatura da água está apropriada ou não, por outro, só o tempo que um termómetro dos mais comuns demora até a detectar (3 minutos) dá para que a mesma desça e já não seja a mais confortável para o bebé. O processo do banho, em particular com bebés muito pequenos, deve ser calmo, porém rápido, para evitar grandes oscilações de temperatura corporal e episódios de irritabilidade.

  • Berço pequeno

O mini berço é um elemento ingrato… ou foi, no nosso caso. Dos poucos exemplos de utilidade vs efemeridade, foi indispensável após o nascimento, porém, rapidamente substituído. Em teoria, este berço é adequando até aos 6 meses e sabemos que a mudança do bebé para o próprio quarto é adiada, por muitos pais, até esta altura ou até posterior. Contudo, nosso caso, esse acontecimento deu-se às 6 semanas. E, às 6 semanas, o bercinho foi arrumado. Ainda assim, com esperança de regressar num médio-prazo 🙂

O modelo que escolhemos, e que acabou por nos ser oferecido, foi o Baby Cradle da Babybjorn. É maravilhoso e de muita, muita qualidade. Aconselho.

  • Alcofa para o carrinho de bebé

Podia ter sido amplamente utilizada. Mas quem adivinha que vai ter um bebé bolçador? Pois é, quando tal acontece, jamais estamos descansados ao vê-lo numa posição totalmente horizontal. Utilizámos a alcofa em situações pontuais, para permitir sestas mais confortáveis fora de casa, porém, raras foram as vezes em que não precisámos de colocar mantas para “elevar a cabeceira”, porque o refluxo não perdoa. Imaginem então a saltitar pela calçada…

E são estes os tristes contemplados. Espero que retirem alguma utilidade desta minha experiência e, em caso de dúvida, penso que mais vale experimentar (mesmo que resulte em fracasso) do que ficar com a sensação de que se poderia ter tentado. A maternidade é uma eterna aprendizagem e nada como ir definindo aquilo que resulta connosco ou que preferimos dispensar 🙂

Até já!

Joana

 

Maternidade e puericultura – MAIS USADOS

Já há algum tempo que queria fazer uma lista de artigos que me foram e ainda são bastante úteis no dia-a-dia de mãe, bem como de outros que, por si só ou pelas circunstâncias do momento, não foram assim tão indispensáveis quanto esperei que pudessem ter sido. São conclusões que vão surgindo com a experiência e, claro, tendo em conta a realidade de cada um. Neste post, conto falar-vos sobre os MUITO UTILIZADOS:

  • Cremes: anti estrias e cicatrização

Em toda a gravidez e pós-parto, selecciono 3 cremes que se revelaram essenciais: Babé Anti estrias (para os dois primeiros trimestres da gravidez), Woman ISDIN Anti estrias (para o terceiro trimestre) e o Bepanthene Pomada (para a irritação e feridas nos mamilos aquando da amamentação; foi o único que amenizou um pouco a situação pouco simpática que vivi). Mesmo tendo tendência para a formação de estrias, posso alegrar-me por ter saído ilesa de todo este processo… nem uma! 🙂 🙂 🙂

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  • Discos de amamentação descartáveis

Muito úteis nos dois primeiros meses após o parto, quando amamentamos. São normalmente muito finos (não causando tanto desconforto quando em contacto com a pele sensível e dorida) e evitam situações embaraçosas numa fase em que a produção de leite ainda não está regulada e acontecem algumas fugas.

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  • Intercomunicador com câmara

Importantíssimo! Sempre o utilizámos durante as sestas do Vicente e, assim que ele passou a dormir no próprio quarto (com 6 semanas), utilizamo-lo também durante a noite. Fica na mesa de cabeceira, com o som baixinho, e nós dormimos com o coração confortado ao saber, a todo o momento, que está tudo bem.

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Monitor Houzetek

  • Termómetro com infravermelhos

Um termómetro é sempre um must have. Quando utilizado num bebé, que se mexe muito e não tem a capacidade de o suster, no mesmo local, durante uma série de segundos,  torna-se mais fácil se optarmos por um modelo com infravermelhos. Estes são fiáveis e temos apenas que ter em atenção que a temperatura obtida difere da axilar (mais 0,5º a 1º, consoante o modelo).

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Xiaomi Mi Home iHealth

  • Bomba de extração de leite eléctrica

Há muitos motivos que nos podem levar a extrair leite com uma bomba: produção em excesso que não queremos desperdiçar e aproveitamos para congelar para datas futuras; dificuldades temporárias, ou mesmo definitivas, com a amamentação direta (o meu caso…); necessidade de colocação de espessante para reduzir o refluxo do bebé (o meu caso…); afastamento do bebé por razões várias, nomeadamente quando se retoma a rotina profissional, etc, etc, etc…

As bombas manuais são úteis para utilizações esporádicas, porém, quando precisamos de extrair leite com mais frequência, tornam-se pouco práticas (uma vez que exige que tenhamos as duas mãos ocupadas) e até desconfortáveis (lembro-me de ficar com dores fortes nas mãos de tanto pressionar o manípulo). As eléctricas são mais cómodas e permitem-nos, numa boa parte do processo de extração, ficar com uma mão livre. Também não nos cansamos de tanto bombear e acaba por ser mais rápido.

No meu caso, que retiro leite três vezes ao dia, demoro cerca de 40 minutos, com a bomba eléctrica, para conseguir uns 220/240ml.

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Bomba eléctrica Philips Avent

  • Aquecedor de biberões

Para quem extrai leite e o conserva no frigorífico, o aquecedor de biberões é a forma mais rápida, segura e eficaz de o preparar quando chega a hora. Por aqui, aquecemos sempre o biberão durante 4 minutos, na temperatura máxima, de forma a que os 180/200ml de leite que o Vi bebe fiquem tépidos.

Também aquecemos neste pequeno aparelho a sopa diária e a fruta (quando cozida a vapor no dia anterior e conservada no frio). Os 200ml de sopa ficam mornos em 14 minutos e a fruta em 2/3 minutos.

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Aquecedor de biberões rápido – Philips Avent

  • Escorredor de biberões

…de biberões, de copos de armazenamento, de peças da bomba. Um escorredor apropriado poupa a nossa cozinha de uma bagunça descomunal. Foi um item que adquirimos após sentirmos a necessidade de organizar a bancada e evitar aqueles “castelos de cartas” em cima do escorredor de loiça comum (as “cartas” estavam sempre a cair em avalanche). Há muitos à venda; este, asseguro-vos que dá muito, muito jeito.

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Escorredor Philips Avent

 

 

 

 

  • Copos de armazenamento/ sacos de armazenamento de leite materno

Tanto os copos, como os sacos, são úteis para armazenar o leite materno. Costumo utilizar os sacos para congelar leite (quando estou na rua, dou sempre leite artificial ao Vi, o que faz com que fique com um excesso de leite materno reservado; nesses casos, opto por congelar algum). Os copos, com o respectivo adaptador, acoplo-os à bomba extratora quando a uso e, daí, partem diretamente para o frigorífico, onde conservo quase sempre o leite, que é normalmente consumido no mesmo dia em que o extraio. Também utilizo estes últimos para conservar a sopa e a fruta, quer no frio, quer no congelador. O facto de ambos terem linhas medidoras e de dar para escrever na sua face exterior, tornam-nos muito práticos.

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Copos e sacos armazenamento Philips Avent

 

 

 

 

  • Tetinas de fluxo variável

Já repararam que os bebés têm intensidades de sucção diferentes ao longo da mesma refeição? Por aqui, com um bebé hiper sôfrego, ocorriam situações em que a agitação era tanta por não sair a quantidade de leite desejada na velocidade pretendida, que as refeições se tornavam num momento penoso de se ver. Ainda para mais, com um leite espessado. Ora, qual a necessidade? As tetinas de fluxo variável permitem 3 velocidades diferentes (roda-se apenas o biberão no seu todo, de forma a alinhar o indicador de velocidade que queremos com o nariz do bebé) e o leite já não fica “entupido” nos furinhos normalmente muito estreitos das tetinas normais. Esta solução apenas está indicada para bebés com mais de 3 meses.

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Tetina Natural de fluxo variável Philips Avent

  • Mala/ lancheira térmica

Muito útil para quem quer transportar qualquer alimento que precise de estar sempre muito bem acondicionado, protegido do calor e da luz e, até, com placas refrigeradoras. Utilizamos bastante quando saímos e levamos o “meu leite” (só acontece quando vamos para um local onde é possível armazená-lo e, posteriormente, aquecê-lo) e também quando o dia está muito quente e levamos connosco biberões com água onde será diluída a fórmula em pó e não queremos que a mesma aqueça (utilizamo-la sempre à temperatura ambiente).

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Thermo lunchbox – Peter Rabbit (Little Cloud)

  • Trocadores/ muda fraldas descartáveis

…uma descoberta recente! Tínhamos dois trocadores portáteis, muito bonitos, que nos ofereceram. Um deles, utilizávamos em casa, por cima do trocador fixo; o outro, ainda não tínhamos estreado porque dava pena levá-lo para o exterior e sujá-lo em locais públicos. A grande desvantagem de ambos era serem muito grandes, ocupando muito espaço na mala de maternidade. Acabávamos por usar um terceiro, muito básico, que tinha vindo como oferta na compra da dita mala. Esse terceiro, um dia, ficou esquecido num qualquer local… Ora, na procura por uma solução idêntica, deparei-me (na Tiger) com um conjunto de trocadores portáteis, a um preço muito simpático. Dessa forma, conseguimos uma opção que ocupa pouquíssimo espaço (nenhum, na verdade) e que, embora seja “descartável”, pode ser utilizada inúmeras vezes, tal como os outros!

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Trocadores da Flying Tiger

  • Artigos de higiene e cuidados do bebé

Água lavante, gel de banho e hidratante facial. Para mim, os essenciais. A água lavante, utilizamo-la numa solução (1 medida da mesma para 5 medidas de água corrente) que colocamos num borrifador destinado às trocas de fralda; também a utilizamos no seu estado puro para higienizar, regularmente, as mãos do Vicente (que estão sempre na boca 🙂 ).

O gel de banho e o hidratante facial, fazem parte da rotina diária do banho. Uso o hidratante apenas porque o Vi tem sempre uma ou outra descamação e alguns arranhões na cara, resultantes de investidas das próprias unhas que, por mais que sejam cortadas e limadas, estão sempre afiadas!

Gama de primeiros cuidados do bebé –  Uriage

  • Gama Uriage DS

Para bebés que, em algum momento, apresentam crosta láctea, esta é a solução mais maravilhosa que existe. No momento em que me apercebi que o Vi tinha alguma, utilizei o que, comummente, é apontado como eficaz: óleo de amêndoas doces. Ora, facilitou um pouco a remoção das “crostas”, mas deixou quase um escalpe na pele do bebezão, por muito gentil que eu tivesse sido. E, passados dois dias, estava igual (ainda para mais, com bastante cabelo a ajudar no processo…).

Procurámos por uma solução mais diferenciada e encontrámos a gama DS da Uriage. Consiste num creme que deve ser aplicado na cabeça antes de o bebé dormir e actuar durante toda a noite e num champô apropriado para o uso diário (durante o período de tratamento e mesmo depois, quando há uma clara tendência para a formação de crosta láctea, que pode acontecer até que o bebé tenha 1 ano de idade). Remédio santo! Com uma única utilização, acordou com a pele impecável, quase como que por magia. Dias mais tarde, teve uma ou duas recidivas localizadas, mas aplicámos novamente o creme e desapareceram de imediato. Até hoje, nunca mais teve nada (continuamos a utilizar o champô que, dada a quantidade mínima que é necessária diariamente, deve durar até que o Vi tenha 1 ano) 🙂

Champô e creme Uriage

  • Banheira alta

O tema “banheira”, aquando da preparação do quarto do Vi, nunca foi muito discutido entre nós, uma vez que tínhamos uma ideia muito clara daquilo que queríamos: uma peça com função única (e não aqueles trocadores com banheira incluída que se tornam pouco práticos), ergonómica e segura para o bebé, confortável para nós e mais ou menos da mesma altura que o nosso trocador, para facilitar a saída do bebé para a toalha. Idealmente, teria também que ocupar pouco espaço, uma vez que esteticamente é mais agradável e o quarto é pequeno.

Encontrámos a solução perfeita: o conjunto de banheira e suporte da Shnuggle. Não só tem tudo o que procurávamos, como ainda permite dobrar o suporte e arrumar (não o costumamos fazer, na verdade, mas dá jeito). O facto de ter uma lomba que evita que o bebé deslize e um apoio dorsal anti derrapante faz com que o Vi se sinta sempre muito seguro e aconchegado. Pelo design compacto, precisa apenas de 2L de água para um banho, a qual permanece quente durante mais tempo do que numa banheira “normal”.

 

  • Compressas tecido não tecido

São muito suaves e as nossas favoritas para as trocas de fraldas de xixi. Utilizamos o spray com água lavante de que vos falei acima e passamos uma compressa para secar. São igualmente úteis e adequadas para a higiene facial após o banho. Outro must have aqui em casa.

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Compressas Wells

  • Fraldas de algodão e musselinas

Quando queremos ser minimalistas e comprar poucos artigos para o bebé, podemos cair no erro de não ter um bom stock de alguns essenciais, como as musselinas. Asseguro-vos de que são determinantes ao longo de vários momentos ao longo do dia, principalmente nos primeiros meses e se tiverem (como eu) um bebé que bolce muito. Salvam trocas de roupa constantes e podem até ser utilizadas para aconchegar o bebé quando este está a tentar adormecer.

Começámos por ter um conjunto de 8, mas rapidamente concluímos que eram necessárias em maior número, ou teríamos que fazer uma máquina de roupa todos os dias. Penso que tenhamos actualmente entre 16 e 20 unidades. Pelo caminho, desfizemo-nos de algumas que largavam muito pêlo e contaminavam as outras roupas aquando da lavagem… tenham sempre em atenção a qualidade do algodão e desconfiem de preços demasiado baixos.

  • Babetes e bandanas

Comprem à confiança, nunca são demais! É claro que estou a hiperbolizar, mas não se admirem se, no final de um dia, tiverem utilizado 4 ou 5 babetes. Se o bebé for bolçador, babetes maiores e com revestimento impermeável dão muito jeito e o fecho em velcro ou com molas de pressão torna-se mais prático do que aqueles com fitas que temos que atar.

Após as refeições, para manter a roupa protegida de fugas de leite ou saliva, as bandanas são úteis e não incomodam o bebé pelo material (que normalmente é algodão) nem pela forma (mais pequena e leve).

  • Bodies, bodies e mais bodies… e babygrows

Se, antes de termos o bebé, idealizávamos que lhe íamos vestir diariamente aquelas roupinhas cheias de pormenores e botõezinhos, folhinhos e debruns, assim que ele nasceu, percebemos que os bodies e os babygrows bem simples e sem adornos é que salvam os dias passados em casa. Os bebés devem estar confortáveis a todo o momento; já bastam os desconfortos próprios do crescimento e pelos quais eles têm mesmo que passar.

Em casa, a roupa do Vi circunscreve-se essencialmente a estas duas peças, que fazemos questão que sejam 100% em algodão e com as molas de pressão na parte da frente (muitas vezes, quando são apertadas atrás, marcam a pele do bebé quando este está encostado… que, nos primeiros meses, é quase sempre).

Guardamos as peças mais bonitas (e até estas têm que ser confortáveis, atenção!) para as saídas à rua e, mesmo assim, muitas vezes sai aperaltado e regressa de body 🙂

É claro que, com esta priorização do conforto, houve muita roupa linda que ficou por estrear. Fica para o próximo 🙂

  • Ninho

O ninho, para o Vicente, marcou o início das noites bem dormidas. Inicialmente, utilizávamos um que nos foi emprestado por uns amigos e o bebezão dormia lá (e muito bem) as sestas do dia. De noite, dormia num bercinho para recém nascidos e o que é facto é que se mexia muito mais e parecia “perdido” em tanta área disponível, tendo em conta o espaço que o pequeno corpinho dele ocupava. Um dia, lembrámo-nos de colocar o ninho dentro do berço. Tudo mudou. Foi toda uma nova tranquilidade no sono noturno. Soubemos, de imediato, que o ninho era uma opção para manter por algum tempo. Aos 2 meses (já com o Vi  a dormir no próprio quarto), aquele que nos tinham emprestado tornou-se pequeno e logo adquirimos outro para bebés maiores e que durou até há 3 semanas atrás, altura em que, pela necessidade de mobilidade maior, tivemos que optar por outra solução e que é o ponto seguinte.

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Ninho – Little Cloud

  • Rolos de natação

Assim que o Vicente começou a mexer-se mais e a querer virar-se de lado para dormir, o ninho tornou-se estreito demais, o que o incomodava. Precisávamos então de “algo” que constituísse uma barreira para quedas da cama, mas que não fosse tão limitador do movimento e até da visão como as barreiras comuns que se vendem por aí. Pensámos em almofadas de rolo, feitas à medida, mas também essas tinham sempre um diâmetro muito grande. Até que o maridão, sempre prático e visionário, se lembrou dos rolos de natação. Que solução perfeita! Colocámo-los por baixo do resguardo, presos entre eles com uma fita de tule (para que não se afastem demasiado um do outro) e voilá! É claro que foi necessária uma semana para que o Vi se adaptasse à nova realidade “sem ninho”, mas ultrapassada a estranheza inicial , dorme serenamente a sua noite inteirinha 🙂

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  • Cadeira de refeição evolutiva

Super útil, super confortável. Na escolha por uma cadeira de refeição, preferimos uma que acompanhasse o crescimento do bebé e que fosse feita de um material natural, neste caso, a madeira. Não podíamos estar mais contentes. O Vi usa-a desde os 4 meses (altura em que começou a comer puré de legumes ao almoço) e a forma da mesma permite-lhe estar sentado direito e com os pés apoiados (mesmo ainda não se sentando sozinho sem apoio quando está fora dela). É indicada a partir dos 6 meses, porém, desde que o bebé já se endireite bem sozinho e ajustemos o cinto de segurança, não há qualquer problema em utilizá-la mais cedo.

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Cadeira Safety 1st – Bebitus

 

E, para já, foram os items que me ocorreram como sendo os mais úteis/ mais usados/ mais indispensáveis. Conto ir aumentando esta lista à medida que os meses vão passando 🙂

De seguida, preparem-se, porque vem outro testamento, desta vez com os items que usei pouco/ não usei/ eram dispensáveis.

Até já!

Joana

Produtos de higiene e fraldas

Não sendo uma entendida em puericultura (como aliás referi no post anterior) nem em cuidados mais específicos ao bebé recém nascido, optei por me informar online e pedir alguns conselhos a amigos e familiares que tiveram filhos recentemente. Bastou juntar tudo, adicionar a minha/ nossa própria perspectiva, algumas preferências pessoais, um ligeiro minimalismo e… Tchanan! 🙂 Eis o carrinho de higiene do bebezão (modelo RÅSKOG do IKEA):

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No primeiro nível, mais à mão, colocámos um cesto cinza também do IKEA (modelo PUDDA) com os produtos que irão ser utilizados no banho e nas mudanças de fralda. São todos da Uriage e vendidos  (quase todos eles) em pack, com uma mala de maternidade de oferta (não vamos utilizá-la como tal, porque encontrámos uma mais prática, mas terá certamente outras funções):

  • Água lavante – misturada com água corrente, numa proporção aproximada de 1:4, irá ser utilizada nas trocas de fralda, ao invés das toalhitas. Fazemos a mistura num doseador em spray e complementamos com compressas (não esterilizadas);
  • Leite hidratante corporal/ Creme muda fraldas/  Creme hidratante facial – não pretendemos utilizar de início, a menos que se revelem necessários;
  • Soro fisiológico esterilizado – servirá para, após o banho, higienizar a cara e a zona dos olhos, com ajuda de compressas esterilizadas;
  • Creme lavante – é o único que não vem incluído no pack. Tem função de gel de banho e champô e utilizaremos no banho diário.

Optámos pela Uriage por ter como base água termal e zero químicos nocivos nas composições… E pelo cheiro 🙂 Com o passar dos meses, creio que acabaremos por liberalizar um pouco mais a escolha de produtos.

Noutro cesto branco da Zara Home, colocámos:

  • Termómetro digital;
  • Cotonetes;
  • Kit de manicure (tesoura, corta-unhas e lima);
  • Escova e pente (soubemos que o Vi tem algum cabelinho, pelo que devem já constar no necessaire da maternidade) 🙂 ;
  • Porta-chupetas e duas chupetas Soothie Shapes, da Philips Avent – era preferível, para nós, que as chupetas fossem todas em silicone (pelo conforto para o bebé). Dessa forma, adquirimos estas e outras duas da Chicco, que permanecem “em armazém” e que utilizaremos caso haja alguma questão de adaptação. Possivelmente não introduziremos a chupeta logo no início, para que não interfira, de alguma forma, com a amamentação. Ainda assim, temos muito poucas certezas quanto a esta questão! Logo veremos…

Por fim, neste primeiro nível do carrinho, colocámos as compressas esterilizadas e as não esterilizadas (do Continente).

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O segundo nível terá apenas as fraldas descartáveis e um pacote de toalhitas que utilizaremos ocasionalmente. No caso das fraldas, optámos pelas Dodot Protection Plus Sensitive, baseados essencialmente em reviews de outras pessoas nos vários canais de venda. Certamente não nos tornaremos cegos fiéis a uma marca em particular, porém, nos dois ou três primeiros meses, seguiremos com esta. Já no que toca às toalhitas, uma vez que não pretendemos utilizar numa base diária, quaisquer umas que sejam menos “agressivas” e com menos componentes químicos servem.

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No terceiro e último nível, colocámos reservas de compressas esterilizadas, de toalhitas, de fraldas, de soro fisiológico esterilizado, de produtos de higiene (a maioria foi-nos oferecido) e as tais chupetas da Chicco que temos de backup.

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E é este o nosso organizador de artigos de cuidados ao bebé 🙂 Ficará sempre ao lado da cómoda/ trocador, bem como da banheira, que é dobrável e só a montaremos para o momento do banho.

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Por agora, e estando a meio da 37ª semana, vou dedicar-me à finalização da mala para a maternidade!

Até já!

Joana